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POSTAGEM NO BLOG: O PINTA E BORDA DOS DEPUTADOSA delatora contou ao Ministério Público do RN como o esquema funcionava para a compra de deputados a favor de interesses próprios

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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As denúncias feitas contra deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte pela delatora da Operação Dama de Espadas, ex-procuradora geral da Casa, Rita das Mercês Reinaldo, são por demais escandalosas. Passa dos limites.

Escancara a podridão em que mergulhou um dos Poderes constituídos no Estado, denominado enganosamente de "Casa do Povo". Nunca foi e seria mais coerente se chamar "Casa dos Desavergonhados", onde não há limite para se praticar absurdos com o dinheiro público.

A delatora contou ao Ministério Público do RN como o esquema funcionava para a compra de deputados a favor de interesses próprios, entre 2006 e 2015. Investigações que abrangem as gestões na presidência da Casa, do então deputado Robinson Faria, atual governador do Estado, e do colega Ricardo Motta.

Essa compra era feita por meio de cargos e dos chamados "funcionários fantasmas", aqueles (ou aquelas) que não comparecem ao trabalho.

O esquema beneficiava, segundo as denúncias, também desembargadores do Tribunal de Justiça do RN, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, ex-governadores, deputados federais e senadores, bem como prefeitos e vereadores de Natal e cidades do interior.

Afinal, em que vai dar tanto escândalo? O processo, de acordo com o que se noticiou, está no  Supremo Tribunal Federal (STF), porque há envolvidos com foro privilegiado.

Esse é um dos ralos em que escorria o dinheiro público. Mas existe mais denúncia, como a de um plano de saúde bancado pela Assembleia para deputados, ex-deputados e companhia.

Daí, é lógico, se sobra de um lado, falta do outro. O lado que mais precisa, o do povo, que fica sem saúde pública, educação e segurança, entre outros bens comuns.


(Foto: UERN)
JOSÉ AÉCIO COSTA: A POLÍTICA INSOSSASem aptidão para votar e desprezando a viciada forma de se fazer política, eleitores caminham opostamente aos políticos

A  eleição de 2018 pinta talvez como a mais curiosa de toda a história política do país. Sem aptidão para votar e desprezando a viciada forma de se fazer política, eleitores caminham opostamente aos políticos.

Candidaturas nas esferas federal e estadual não empolgam, com raras exceções, em que quando isso surge como novidade falta ao candidato estrutura partidária de apoio para avançar.

Candidatos que possam se apresentar como renovação no quadro político, têm quase zero de chance de se tornarem conhecidos do eleitorado em tempo hábil no pleito para opção.

Daí é que os mesmos de sempre da velha política se tornam mais viáveis a renovarem seus mandatos ou pleitearem novas investidas no tabuleiro político, em partidos maiores e mais fortes.

Há políticos, entre os chamados partidos nanicos, que se unem para praticar apenas o fisiologismo. Cada vez mais esses caminham desvinculados da pretensão democrática do eleitorado.

Curioso é saber o que realmente levam partidos apoiarem, por exemplo, governos atuais que se transformaram em verdadeiro fiasco. Diga-se, sem apoio popular para um segundo mandato.

Este é o caso aqui do Rio Grande do Norte, onde partidos sem expressão eleitoral como PTB, PTC, PPS, PRP, PMB e Avante se juntaram para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria (PSD).

Além do PSDB do deputado federal potiguar Rogério Marinho, aliado de primeira hora do presidente Michel Temer (MDB), ex-PMDB.

Todavia tem sido este o cenário político de incertezas que assistimos na realidade do país e, particularmente, dos Estados brasileiros.

Está difícil – mas não impossível – a renovação pretendida. Porém, é com um pequeno avanço agora e outro mais adiante, que construiremos o futuro. A esperança nunca morre para os que lutam.


JOSÉ AÉCIO COSTA: CHEQUE, ARMADILHA BANCÁRIAA rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do comércio

A rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Entrou nele, fica difícil de sair e cada vez mais o correntista vai precisar dele, transformando-o em extensão de sua renda.

Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL.

Mas 63% desconhecem valor dos juros cobrados. É aí que mora o perigo, porque as taxas bancadas são para lá de extorsivas, agiotagem pura, que no Brasil nunca tiveram limites.

Clientes de bancos se valem dele para cobrir imprevistos quando o salário não é suficiente para as despesas de cada mês, como saúde e pagamento de dívidas.

Aí quando recebe o salário, metade ou mais que isso é para cobrir o cheque, e o restante para tentar sobreviver, mas que nunca dá e novamente se recorre ao cheque especial.

A partir daí forma-se um círculo vicioso em que o usuário dificilmente consegue sair, porque se torna humanamente impossível com juros que ultrapassam até 300% ao ano.

Depois de tanta inadimplência, hein! hein! e embromações, governo e bancos tentam estabelecer novas regras para endividados saírem do tal cheque especial.

Em resumo, oferecendo outras linhas de crédito menos ruins, ou seja, com juros menores. A pergunta é: vai dar certo? Sei não! Sei não! Desconfio, porque banqueiro não mata sua galinha de ouro.


JOSÉ AÉCIO COSTA: A POLÊMICA DO PL DO VENENOAté aqui ninguém se entende sobre o projeto de lei que pode mudar regras do uso de agrotóxicos nas plantações, que já ganhou o apelido de PL do Veneno

Até aqui ninguém se entende sobre o projeto de lei que pode mudar regras do uso de agrotóxicos nas plantações, que já ganhou o apelido de PL do Veneno.

Não é pra menos a questão que deve ser um tema exaustivamente debatido, pois a rigor trata-se da alimentação que consumimos.

Ora, se hoje em dia já tememos pelo uso desses defensivos agrícolas usados no campo de forma indiscriminada, imagine se houver uma maior flexibilização.

Nem pensar! – e a custo de quê? Da ameaça à saúde humana e pela ganância do lucro favorecido à agropecuária do país na disputa de mercado? É demais!

Mas a verdade é que esse projeto de lei está em discussão no Congresso para aprovação, opondo empresas que dizem buscar mais competitividade no mercado externo, contra chefs, ambientalistas, bem como ativistas. A polêmica segue sem consenso.

Um dia desses, a minha amiga educadora Geozenira Nogueira Alves, casada com o engenheiro agrônomo Geraldo Magela, grande amigo, que moram em Jundiaí-SP, já nos alertou por uma das redes sociais sobre esse possível envenenamento da comida brasileira.

Agora a notícia é também destaque no site da Folha de S. Paulo.

Uma alternativa apontada por parte dos envolvidos nessa discussão é a expansão do cultivo orgânico, é claro, que nunca foi ainda tão significativo no país. Porém há outras estratégias em curso.

O que não se pode concordar é com uma liberação sem controle de agrotóxicos. Eis aí a questão: o projeto em tramitação gera incertezas sobre o cultivo no país.


JOSÉ AÉCIO COSTA: ROMBO DOS CORREIOSNo Brasil de tanta roubalheira, os escândalos se sucedem uns a outros absurdamente. Invariavelmente, a pergunta é a mesma: "Cadê o dinheiro que estava aqui?

No Brasil de tanta roubalheira, os escândalos se sucedem uns a outros absurdamente. Invariavelmente, a pergunta é a mesma: "Cadê o dinheiro que estava aqui?

Não é diferente nos Correios. O seu Postalis, fundo de seguridade social dos funcionários, acusa rombo de R$ 9 bilhões.

Isso resulta em nada menos de 150 mil famílias atingidas no país, com mais de 500 mil pessoas ameaçadas em seus direitos de aposentadoria ou pensão.

Em razão disso, além de cansados de esperar que a Justiça e órgãos de controle atuem para recuperar recursos desviados do instituto, esse pessoal vai à luta também aqui em Natal.

Nesta terça-feira, 17 de julho, das 10h30 às 11h30 protestarão contra essa situação. A manifestação vai ser em frente à agência da avenida Hermes da Fonseca, próximo à sede da AABB, bairro do Tirol.

Até mesmo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) não foi suficiente para que o caso do Postalis fosse passado a limpo, conforme contam as lideranças desse movimento.

Nem uma intervenção feita recentemente deu jeito na situação, pois  se deu de forma muito estranha por quem tinha que ter agido há muito tempo,  acusam essas lideranças

Ao contrário das expectativas, até aqui a intervenção só produziu mais prejuízos para os trabalhadores e para a empresa, segundo as entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados dos Correios (Adcap, Anapac e Sintect/RN) relatam em nota conjunta.

Daí, esses beneficiários prejudicados, com suas aposentadorias em risco, clamam por justiça e responsabilização dos que desviaram os recursos e dos que deviam ter fiscalizado as operações do instituto, como o Banco BNY Mellon.

Essa instituição financeira administrava praticamente todos os fundos do Postalis, e a Previc, do Ministério da Fazenda.


JOSÉ AÉCIO COSTA: QUE SAÚDE É ESSA?Com demanda alta e estrutura ineficiente, a saúde pública no Rio Grande do Norte se arrasta com filas de espera quilométricas para cirurgias hospitalares ortopédicas e neurológicas

Com demanda alta e estrutura ineficiente, a saúde pública no Rio Grande do Norte se arrasta com filas de espera quilométricas para cirurgias hospitalares ortopédicas e neurológicas.

Nada menos que 2.300 pacientes aguardam a vez, correndo riscos de sequelas e até morte, conforme nos diz notícia do site Tribuna do Norte.

É preciso contar com paciência e sorte para não acontecer o pior, com quem está numa dessas longas filas em hospital da capital.

Esse é o Sistema Único de Saúde (SUS), que na teoria viria para resolver os problemas, mas na prática é bem diferente do que previam os gestores.

Na verdade, o SUS fechou hospitais, enxugou custos e integrou uma rede nacional na tentativa de fazer melhor, mas que até hoje funciona aos trancos e barrancos.

Aqui mesmo, no Rio Grande do Norte, os servidores públicos estaduais perderam seu hospital, na época Hospital do IPE que bem ou mal funcionava, e passaram a depender do SUS.

Diferentemente de São Paulo, que até hoje mantém funcionando o Hospital dos Servidores, uma referência no Estado. O daqui do RN fecharam.

A saúde pública sempre dependeu de mais investimentos à medida que a população cresce. Mas isso foi ignorado pelos governos, tanto que o  descaso levou a tal ponto.

Falta de dinheiro? Não, creio que não. Essa situação está mais para desperdício, desvios, corrupção, má gestão e outros males da administração pública dos Estados. 


JOSÉ AÉCIO COSTA: SEMANA PÓS-ELIMINAÇÃOA semana começa com a ressaca da pós-eliminação do Brasil pela Bélgica nas quartas de final

A semana começa com a ressaca da pós-eliminação do Brasil pela Bélgica nas quartas de final. É ruim ficar remoendo fato consumado. Mas bem que nossa seleção poderia ter passado adiante.

Talvez não estivéssemos num dia de estado de graça. As duas seleções se igualavam em bom futebol. Mas o Brasil desperdiçou chances de acertar o gol e oportunidades não se perde.

Se bem que concordo com Tostão, comentarista esportivo e ex-jogador da seleção brasileira. Faltou ao Brasil um craque no meio de campo para um melhor desempenho coletivo.

Acertar bola na trave no início da partida e cometer gol contra são sinais de favorecimento ao adversário e de que a coisa não está indo bem. Sorte dos belgas que acertaram nas jogadas.

Mas futebol é assim mesmo, tem dia que dá certo e dia que não, apesar de se encontrar justificativa para apontar erros e falhas em campo. Deu no que deu.

A meu ver, a seleção do Tite realizou boa campanha no mundial, e a partir daí deve voltar a se preparar para a próxima Copa sem mudar de treinador.

Precisa sim, buscar a perfeição técnica e tática, testando novos talentos e harmonia no conjunto para chegar ao hexacampeonato tão cobiçado pela torcida brasileira.

Creio que a perfeição – ou quase isso –  demanda tempo de preparo e quanto mais cedo começar melhor. Até lá, em 2022, no Qatar, mais atletas talentosos deverão surgir para uma boa seleção.


JOSÉ AÉCIO COSTA: UMA INAUGURAÇÃO FRUSTRANTE Inaugura-se obra, aqui no Rio Grande do Norte, ainda incompleta, passados quatro anos

A qualidade dos nossos governantes, com raras exceções, é de causar repúdio. Inaugura-se obra, aqui no Rio Grande do Norte, ainda incompleta, passados quatro anos.

Obra que deveria ter ficado pronta no governo passado, para a Copa do Mundo de 2014, em que Natal, capital do Estado, foi uma das sedes dos jogos realizados no Brasil.

A entrega do bem público só veio agora, às pressas, de forma frustrante, porque o calendário eleitoral só permite inauguração de obra pública até este sábado, 7 de julho.

Trata-se da via sul que leva até ao Aeroporto de Natal, no município de São Gonçalo do Amarante, com acesso pela BR 304. Facilita para quem mora na zona sul natalense.

O outro acesso, o da via norte, funciona desde a inauguração do novo aeroporto, em maio de 2014. Também entregue na época de forma incompleta.

Custo total dos dois acessos chegou a R$ 117 milhões.

No caso do acesso sul falta ainda iluminação e sinalização vertical da pista. Também falta um viaduto sobre a BR 304 para a obra ficar totalmente completa.

É por essa e por outras razões que se clama tanto por renovação política e, claro, bons gestores.


JOSÉ AÉCIO COSTA: A BUSCA PELA SAÚDEDois caminhos apontados para baixar custo dos planos de saúde. Um com a prática da prevenção; o outro que se somará ao primeiro, adotando um plano de internação hospitalar. Consultas e exames à parte

Hoje manter um plano de saúde no Brasil é privilégio de poucos por conta das altas mensalidades cobradas, sobretudo na velhice. Mas quem não deseja ter esse salvo-conduto?

O Sistema Único de Saúde, nosso conhecido SUS, com demanda excedente à sua capacidade de dar respostas rápidas e eficientes, tornou-se um peso para o Estado brasileiro e pesadelo para a população que depende dele. Isso é fato.

Contudo, lendo artigo de Cadri Massuda, presidente do Sindicato Nacional dos Planos de Saúde (Sinamge), ele nos aponta duas saídas para reduzir custos pela metade que chegariam aos beneficiários da assistência privada.

Massuda diz que "a grande maioria da população vai ao médico quando já estão com um problema e aí cabe ao profissional (nem sempre o mais indicado) apenas tratar os sintomas". É verdade. "O que se busca é que essas pessoas tratem de sua saúde de forma constante e o médico da família seja o grande aliado nesse objetivo."

"Esse modelo de saúde proposto é benéfico para a população, para as operadoras de planos de saúde e para a saúde pública". Entendo, como justo esse ponto de vista. Porém, faz uma ressalva: "O caminho é longo, pois envolve uma mudança cultural". Sem dúvida.

"Mas as perspectivas são otimistas: a tendência é que baixe drasticamente os custos das operadoras que poderão repassar essa economia aos beneficiários."

"Isso também irá desafogar o SUS que poderá buscar maior equilíbrio e práticas". Também concordo com tal raciocínio.

Agora vem o nó da questão, que embora razoável, deve gerar discussões e divergências.

Outra solução plausível para a realidade brasileira e que necessita da legislação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a utilização da ampla rede de operadoras de saúde, na oferta de consultas e exames pré-pagos nos mesmos moldes do Sistema Nacional de Atendimento Médico.

Pois bem, segundo Massuda, esses procedimentos poderiam ser cobrados à parte junto ao plano hospitalar obrigatório, permitindo que o beneficiário tenha um plano de saúde em regime de internação hospitalar.

Justamente onde há grande dificuldade no pagamento direto dado aos altos custos envolvidos.

"Esta modalidade permitiria baixar em até 50% o custo dos planos médicos, trazendo mútuo benefício para a população e para a operadora de saúde".

Tais caminhos parecem razoáveis e discutíveis. O que não se admite é eliminar os maiores de 60 anos pela incapacidade de pagamento em decorrência dos altos custos dos planos de saúde.


JOSÉ AÉCIO COSTA: O HUB AÉREO DE FORTALEZAEm Fortaleza, o governo cearense buscou uma alternativa que emplacou. E aqui no Rio Grande do Norte? Neca de pitibiriba

Andei por Fortaleza em maio recente, e vi por lá num jornal impresso, que o hub aéreo (central de conexões) sem êxito aqui no RN, depois de tanto alarde e incentivo fiscal, emplacou no Aeroporto de Fortaleza discretamente.

Não como empreendimento das companhias LAN e TAM que juntas geraram o nome Latam. O projeto da Latam aqui era disputado no Nordeste pelos aeroportos de Natal, Recife e, inclusive, Fortaleza. Mas no Ceará se concretizou numa parceria da Air France-KLM com a GOL.

Pois bem, lá em Fortaleza essa central de conexões aérea funciona desde 3 de maio, quando foi inaugurada festivamente. E aqui no RN? Neca de pitibiriba.

Foi mais um fiasco do governo Robinson Faria (PSD), entre tantos que estão acontecendo desde o início de sua gestão. Não se pode colocar a culpa em tudo na crise financeira.

No caso do hub fortalezense um bom benefício  tem sido o barateamento das passagens aéreas para os brasileiros e ampliação dos destinos para os europeus no Norte e Nordeste, especialmente Recife , Natal, Salvador, Belém, Manaus e até Brasília.

Estamos perdendo feio desde o sonho da grande refinaria que foi para Pernambuco.

Fiquei a lamentar nossas dificuldades e falta de competência para avançarmos e prosperarmos. É isso aí: "Quem pode, pode; quem não pode se sacode."


Na imagem Hub (central de conexões de voos) de Fortaleza da empresa Air France-KLM/GOL
JOSÉ AÉCIO COSTA: VIDA DURA DE ENDIVIDAMENTOHoje cartão de crédito é o escape de muita gente para sobreviver e manter seu padrão de vida

Hoje cartão de crédito é o escape de muita gente para sobreviver e manter seu padrão de vida. Um perigo, porque você usa e abusa, mas perde o controle e não sabe mais como sair dele.

A exorbitância dos juros cobrados quando o consumidor (ou consumidora) fica pendurado no rotativo torna-se impagável. Nenhuma medida, até aqui, foi tomada para resolver isso.

Na verdade, as novas regras do rotativo ainda são consideradas pouco atrativa para quase um terço da população consumidora que conhece as mudanças, entrevistadas por pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

E o pior é que, essa mesma pesquisa, revela que um em cada cinco usuários do cartão de crédito (20%) utilizam tal meio de pagamento como extensão da própria renda. Desconfio de que esse percentual possa ser até maior.

Quer dizer, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento, conforme constata a pesquisa.

É verdade, brasileiros e brasileiras, com a crise financeira que se instalou no Brasil, desemprego e perda de rendimentos, vivem mais de cartão de crédito e cheque especial do que do salário.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, no entanto, nos alerta: o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento.


BLOG: CLIMÃO DE COPACom esse climão de Copa do Mundo, nem adianta você sair por aí buscando outros assuntos

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Com esse climão de Copa do Mundo, nem adianta você sair por aí buscando outros assuntos. Só se fala em resultados dos jogos, quem vai jogar, quais são as expectativas, por aí.

O noticiário político foi ofuscado pela festa do futebol mundial na Rússia. A rigor, a política vai ficar para depois da Copa. É quando o pleito eleitoral vai mesmo começar a deslanchar e esquentar.

Por enquanto, só se ouve referências a craques como Messi, Neymar Jr. e Cristiano Ronaldo, para ficar só nestes três. Mas há outros sim na disputa do mundial.

O Lionel Messi, que se apaga completamente quando disputa pela seleção argentina.Coitado! Não dá sorte mesmo. Pelo menos até aqui, com sua seleção quase eliminada da competição 2018.

Neymar que é uma esperança para os brasileiros passarem para as oitavas de final, e o português Cristiano Ronaldo que desponta como o grande craque da vez.

Parece até que na seleção de Portugal só existe ele, RC7.

Por tradição, nós sabemos que a Copa do Mundo é uma festa planetária, com 32 seleções  envolvidas. Nossa experiência mais recente foi em 2014 em que o Brasil foi sede e fez feio.

Natal, minha cidade, foi uma das sedes dos jogos. Lembro-me de que a cidade ficou em festa enquanto durou a competição, com muitos turistas lotando shoppings e outros locais.

Inesquecível, o que viveu esta cidade há quatro anos no calendário de junho.


POSTAGEM NO BLOG: SINAIS DOS TEMPOSÉ a guerra das forças militares contra o narcotráfico. O banditismo que tomou conta do país

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Fiquei impressionado ao dar de cara no noticiário com o que não tive mais dúvida: vivemos uma guerra surda. Quer dizer, não declarada oficialmente. Dessas que bastam os números para nos convencer do que digo aqui.

É a guerra das forças militares contra o narcotráfico. O banditismo que tomou conta do país.

Dizia em destaque uma das notícias: "Com mais de 5 mil homens, intervenção faz sua maior operação policial no Rio".

A imagem mostrava militares das Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro no alto de um tanque de guerra, empunhando fuzis nas mãos. Aí não tive mais dúvida. É guerra! guerra!

O que se ouve mais nestes tempos sombrios são intensos tiroteios com rajadas de fuzis. A outrora "cidade maravilhosa" virou um campo aberto de confrontos. Salve-se quem puder!

Mas o pior é que, mesmo com perdas dos dois lados, assim como de inocentes e de quem fica no meio do fogo cruzado, não se sabe quanto tempo levará para extirpar o mal. O Rio é apenas uma amostra do que se espalha Brasil afora.

No Rio Grande do Norte, outra visão do apocalipse destes tempos. "Carro e ambulância do Corpo de Bombeiros são incendiados em Mossoró", segunda maior cidade do Estado.

E mais: "Agências bancárias, lotérica e lojas são arrombadas em três municípios". Tudo no Estado potiguar, que não consegue deter o banditismo faz tempo. A taxa de homicídios no RN cresceu 257% em dez anos, segundo o Atlas da Violência.

Mata-se mais aqui no Brasil do que em países da Europa. É ou não uma guerra?


BLOG: FÉ E ESPERANÇA REANIMAM É bom repetir aquela sábia expressão surrada, muito ouvida, que a esperança é a última a morrer

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Por mais que a situação seja desanimadora, não podemos perder a esperança. É bom repetir aquela saiba expressão surrada, muito ouvida, que "a esperança é a última a morrer". De fato, sem essa virtude não há a fé que necessitamos para mover a vida.

Digo isso, pensando aqui com meus botões, como mudar este país, nosso Estado, esta cidade em que vivemos, diante de tantos problemas graves com que nos deparamos. Eleições aí a vista são sem dúvida boa oportunidade de transformação. Basta ter autocrítica, o que não é fácil.

As pessoas não pensam como eu penso, como você pensa. Geralmente, têm visão de vida diferente. Isso não quer dizer que eu ou qualquer outra pessoa pensem sempre certos. Erramos. O erro é comum ao ser humano. Mas poderemos pensar aproximados que nos leve para o bem comum.

Gestões municipais, estaduais e nacionais que gerem boas escolas, melhores hospitais, segurança  pública de qualidade, enfim, marcharmos para uma civilização do bem coletivo, do bem estar e da prosperidade. Com mais oportunidades de emprego e renda, habitação e menos desigualdades.

A falta de autocrítica gera individualismo, desonestidade, corrupção e criminalidade. Por isso, sempre é bom lembrar: ponha a mão na consciência para transformar seu modo de pensar e agir.


BLOG: SEM ABRIR MÃO DA DEMOCRACIAÉ até compreensível diante da falta de credibilidade da classe política do nosso país, mas um erro ingênuo na busca por melhores perspectivas

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Imagino que uns e outras agem com ingenuidade política e sem nenhuma maldade, ao pregar a renúncia ao voto nas eleições de outubro.

É até compreensível diante da falta de credibilidade da classe política do nosso país, mas um erro ingênuo na busca por melhores perspectivas.

Abrir mão do voto, um direito seu de escolha dos governantes e representantes, é o mesmo que passar um cheque em branco para os aproveitadores. É enterrar a democracia, regime de liberdades, para entregar o poder a um sistema, digamos, de aventureiros ou ditatorial sem liberdades.

Menciono aqui o que disse, por exemplo, o jornalista Merval Pereira, de O Globo, em seu artigo do feriado de Corpus Christi: "... apesar da desmoralização dos políticos e do próprio governo do presidente Temer, prevalece a ideia de que mais democracia é a solução para as crises, e não menos".

Fazer boas escolhas de candidatos a cada eleição é a opção de bom senso. Não importa que erramos, nos enganamos ou fomos ludibriados. Há oportunidade de corrigirmos esse erro mais adiante. Sabe aquele ditado sábio: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". É isso mesmo.

Um dia este nosso país haverá de se encontrar, buscando mais e mais os instrumentos democráticos de aperfeiçoamento. A renovação, por exemplo, do quadro político e melhores partidos. Não desista disso, prefira a democracia do que um regime autoritário de exceções.

Cuidado não embarque em canoa furada, para depois ter que navegar contra a maré braba e terminar morrendo na praia, como se diz por aí.


BLOG: A QUEDA DE PARENTESalvaram a Petrobras e o Brasil todo caiu no maior desastre, com consequências para a recuperação da economia nacional. É ruim, hein?

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Agora foi que descobriram que o tal do Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras, não é o cara. Tarde demais para o estrago que ele provocou no país. Ah, Brasil!

Salvaram a Petrobras e o Brasil todo caiu no maior desastre, com consequências para a recuperação da economia nacional. É ruim, hein?

Aí o executivo competente não se sustentou no cargo. Sumiu de cena, ato encerrado.
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 Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/pedro-parente-e-um-executivo-irresponsavel-mas-parecia-ser-muito-competente/


BLOG: PARA FUGIR AO TÉDIOO meu país anda insuportável, preocupando a quem busca a normalidade e perspectivas de melhoras

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Quando estou sem saber o que fazer, sem sair de casa, meu país como se estivesse no caos de uma guerra, volto a ler intensamente para manter minha mente ocupada com algo útil e deixar o tempo passar.

A leitura prazerosa nos deixa entretido e transmiti sabedoria. Então, vali-me de um velho livro de crônicas de Clarice Lispector esquecido aqui numa estante.

Há outro que também venho lendo que me traz saudades, como o do professor Woden Madruga, jornalista veterano da Tribuna do Norte, intitulado Na Gaveta do Tempo. Ainda arrisco correr os olhos pelos artigos de Ricardo Kotscho, em seu blog. Isso para saber como andam as coisas, em textos objetivos, simples e gostoso de ler.

O meu país anda insuportável, preocupando a quem busca a normalidade e perspectivas de melhoras. Parece que neste governo de mandato tampão do presidente Michel Temer não vamos conseguir. Ainda bem que faltam poucos meses para acabar.

Governo sem popularidade não evolui, a não ser que apele para o autoritarismo, impondo um regime ditatorial na base dos canhões e baionetas.

Ando meio assustado, desmotivado e de esperança fraca com tudo que está acontecendo. A greve dos caminhoneiros piorou o que já estava ruim.

O melhor mesmo é tomar uma ou duas taças de vinho para me acalmar depois de cada noticiário. Vinho que, com o salário cada vez mais magro, só consigo comprar depois de pesquisar nas promoções dos supermercados. Ô vida!!!


BLOG: PAÍS SEM OPÇÃOGovernos priorizaram as rodovias no país e desprezaram as ferrovias. Está aí a falta que nos faz uma opção

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Depois de mais de um mês ausente, volto ao blog em meio a uma avalanche de coisas acontecidas e outras que acontecem no caminhar da vida. Estamos em fins de maio e muito rebuliço pelo país afora. Essa greve dos caminhoneiros, que dizem ser também das transportadoras, por causa dos frequentes aumentos do diesel, trouxe o retrato de um país em permanente crise político-administrativa, econômica e social.

Um país dividido, que não se encontra, de governantes desgastados, políticos desacreditados e povo sem quase mais esperança de melhoras a curto, médio e longo prazos. Mesmo com eleições gerais se aproximando, inclusive para a Presidência da República, falta-nos ainda quadros políticos confiáveis. Brasileiros e brasileiras marcham para o pleito eleitoral sem saber em quem votar.

O velho e tradicional sistema político viciado tenta resistir a todo custo. Não querem largar o osso, em que se alimenta de uma corrupção sistêmica. Mas não é do dia para noite que mudamos as coisas erradas, enraizadas na nossa cultura torta. Só o tempo é capaz de transformação. Importante mesmo para chegar lá é fazermos nossa parte no processo. Votar com critérios qualitativos.

Essa greve dos caminhoneiros, mostra-nos o quanto estamos em caminhos errados, apesar do medo do desabastecimento geral, do caos em que o Brasil mergulhou, mesmo sem ser a Venezuela, o tamanho do estrago que vamos enfrentar. Porém, não há transformações sem lutas. Governos priorizaram as rodovias no país e desprezaram as ferrovias. Está aí a falta que nos faz uma opção.

Nunca esqueci da minha infância, tempo em que os trens faziam o transporte de cargas e de passageiros. As estações ferroviárias eram um ponto de encontro e lazer nas cidades pequenas para esperar o horário do trem chegar ou partir. Já vai bem distante esse tempo.


BLOG: CHEGA DE DUAS REALIDADESO marketing político ou propaganda por meio da mídia, seja nacional, seja local, insistem em tentar engabelar as pessoas

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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O marketing político ou propaganda por meio da mídia, seja nacional, seja local, insistem em tentar engabelar as pessoas. Consomem recursos que faltam na saúde, na educação e na segurança pública.

Tudo para mostrar uma realidade falsa, que a população sabe não ser verdadeira. É uma propaganda apenas para deleite dos próprios governantes, pois logo o noticiário apresenta a outra face.

Realizan o mínimo, quando deveriam fazer o máximo pelo bem comum. Constroem prisões para prender cada vez mais criminosos, quando deveriam construir mais escolas e hospitais.

Fazem pronunciamentos focando apenas em pontos seletivos quase inexistentes, como se vivêssemos uma realidade maravilhosa, deixando todo o resto que incomoda de fora do discurso.

É assim que políticos de múltiplos partidos se apresentam em ano eleitoral na busca de um voto de confiança, mas cada vez mais impopulares e repudiados pela a opinião pública. Poucos se salvam.

Tanto é verdade, que até aqui nenhum pré-candidato à Presidência caiu na graça do povo. Nem de ideologia de direita, nem de esquerda, nem de centro.

Prevalece a dúvida em quem votar nas próximas eleições, enquanto a avalanche de votos nulos e brancos se torna visivelmente nas pesquisas uma ameaça ao direito de escolha.  


BLOG: PRÉ-CANDIDATOS NA CORRIDACandidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Sinceramente, tenho simpatia pelas candidaturas de representantes das minorias e dos desfavorecidos. Mas é preciso que esses candidatos se apresentem com determinação e perfil ideal para assumirem o cargo a que se propõem.

Dois pré-candidatos por partidos de centro-esquerda que poderiam deslanchar melhor na disputa presidencial, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (PSB), erram por dar a impressão de hesitação, falta de firmeza e até mesmo de insegurança em suas atitudes.

Candidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final. Agora ficar em cima do muro a exemplo de Marina em determinadas questões nacionais, ou se é ou não candidato como o ex-ministro Joaquim Barbosa, isso em nada ajuda. Pelo contrário, só atrapalha.

O Brasil precisa de gente disposta, destemida e determinada, que demonstre seus propósitos frentes aos graves problemas do país e que transmita segurança à nação. Ficar em dúvida ou no meio termo dá a ideia de não saber bem que rumo tomar.

Estamos em busca de governante decidido, preparado para o enfrentamento das questões e capaz de obter o consenso nacional pelas suas ideias e propostas. Entregar um país a alguém que mais adiante possa desistir num ímpeto emocional diante dos desafios, é trazer mais problema.

A História nos traz exemplo do passado, como o de Jânio Quadros, político de atitudes estouvadas, em quem o país confiou o elegeu como "o homem da vassoura", e deu no que deu com sua renúncia repentina. O Brasil entrou numa ditadura militar (regime de exceção) que passou mais de duas décadas para voltar à democracia.


BLOG:COISAS DO NOTICIÁRIO EM PAUTA Websites e jornais da mídia nacional preferem dar destaque de que Lula perde votos depois de preso

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Adivinhem quem lidera a corrida presidencial? Ninguém mais do que ele: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo depois de preso, com 31% das intenções de votos na recente pesquisa Datafolha.

No entanto, sites e jornais da mídia nacional preferem dar destaque de que Lula perde votos depois de preso. Ora bolas, nada mudou até aqui. A liderança do petista permanece.

O enfoque do noticiário é dado de acordo com a linha editorial de cada publicação. Quem manda diz o que quer e o que lhe é conveniente.

Outra é que os votos deixados de ser dados a Lula, que antes liderava com 37%, estão indo para candidatos de esquerda ou de centro-esquerda de mesma tendência ideológica. A direita nada lucrou, ao menos até agora.
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SÓ NO BRASIL

Um evento que se realizou em Lima, no Peru, para debater estratégias contra a corrupção, sabe quem foi pra lá tratar da questão? Ninguém mais que Michel Temer (PMDB/MDB).

Sim, ele mesmo, alvo de duas denúncias e dois inquéritos criminais. Parece piada, né não?

Foto no site Tribuna da Internet brinca com a figura dele: "Temer demonstra ser um mestre do ilusionismo". Não é pra menos.


BLOG: PASSAR O BRASIL A LIMPOA Justiça brasileira, certamente, não vai perder tempo para provar que quer passar mesmo o país a limpo, doa em quem doer

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Com o ex-presidente Lula na prisão, maior líder popular brasileiro contemporâneo, a Operação Lava Jato, que combate a corrupção política e empresarial no Brasil, pode agora provar que não investiga nomes, nem partidos, mas fatos.

Está no Globo de ontem (terça-feira 9/04) que o doleiro Lúcio Funaro, delator preso, entregou documentos aos investigadores da Lava-Jato que comprometem o grupo do presidente Michel Temer, pois os papéis apontam a rota de dinheiro pago pela Odebrecht ao PMDB.

Tais provas devem ser usadas para fundamentar inquérito no STF contra Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. E ainda que a Justiça federal de Brasília aceitou denúncia contra nove acusados de agir no chamado "quadrilhão do PMDB".

Sobra também esse baixo astral para cima do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Aécio Neves, este último outro enrascado em investigações.  A notícia dá conta que o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, no centro do mensalão tucano, pode ser preso agora em abril.

É que Azeredo, já condenado em segunda instância pela Justiça mineira, deve ter julgado dia 24 de abril o último recurso que poderá alterar a sentença. Trata-se dos embargos infringentes.

A Justiça brasileira, certamente, não vai perder tempo para provar que quer passar mesmo o país a limpo, doa em quem doer. Portanto, quem tiver culpa no cartório, que se segure na sela do cavalo montado. Mais cabeças devem rolar! – ou não?


BLOG: A SEGUIR, OS DESDOBRAMENTOSAs eleições estão próximas, outubro está bem ali. Agora vão começar os desdobramentos

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Calma, gente! – como diz o bordão do jornalista Ancelmo Góis. Essa história não termina com a prisão do ex-presidente Lula. Os próximos capítulos vêm aí. Que fim de linha, que nada!

A revista Veja erra logo na ilustração da capa e tenta manipular seu público leitor. A sala em que está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, não tem grades.

O ódio, o fanatismo de extrema-direita e o desequilíbrio emocional dos colunistas da Veja dá medo ao rumo que a política brasileira tomou. Isso a nada leva de bom senso, harmonia e fortalecimento.

As eleições estão próximas, outubro está bem ali. Agora vão começar os desdobramentos. Ainda não existe um candidato (ou candidata) com vitória prévia consolidada. Nem de esquerda, nem de direita.

Vem jogo pela frente, agora de fora desse cenário de disputa o líder das pesquisas que cumpre pena condenatória. Mas como não está morto, ele pode influenciar seu vasto eleitorado país afora.

Para onde pender o povão brasileiro (não são as elites) nos Estados das cinco regiões, certamente sairá daí o candidato com larga chance de vitória. Por enquanto ninguém se apresenta como tal.

Se a esquerda se unir em torno de um candidato, podem ter chance. A direita também, se não teimar em ser uma "direita chucra", como denominou o jornalista Reinaldo Azevedo em sua crítica.

Sim, há candidatos de centro-esquerda ou centro-direita que de repente podem decolar no pleito.

Façam suas apostas senhores e senhoras! O jogo vai começar! É pra já.


BLOG: NO DIA SEGUINTE À DECISÃOSem pré-candidato consolidado deixado pelo vácuo do líder das pesquisas Luiz Inácio da Silva (PT), o país marcha sem rumo para o que será, será! – e vamos que vamos!

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Há uma tendência de que líder popular preso, como é o caso do ex-presidente Lula (foto), tende a virar mártir e assim se fortalecer ainda mais politicamente na prisão.

Se assim for, ainda há muita história política a rolar pela frente. As análises políticas apontam que a eleição à Presidência da República deste ano será a mais imprevisível da redemocratização.

Sem pré-candidato consolidado deixado pelo vácuo do líder das pesquisas Luiz Inácio da Silva (PT), o país marcha sem rumo para o que será, será! – e vamos que vamos!

Quem não sabe, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mudou de posição votando favorável ao petista no habeas corpus não por simpatia ou para ser bonzinho?

Gilmar (ah, Gilmar!) mudou seu voto para permanecer contra a Operação Lava-Jato, que combate a corrupção no país, mas prevendo o que poderá acontecer aos seus protegidos mais adiante.

Se o Planalto se cala lá em Brasília, há seus motivos. Não é por não ter gostado da retirada de Lula da disputa política. Isso até que foi maravilhoso para quem não pretende largar o osso.

Temer, o presidente da República denunciado e salvo pelo Congresso, teme, é claro, o que poderá a vir lhe acontecer depois que perder o foro privilegiado a partir de janeiro de 2019.

Há um outro questionamento que me incomoda e não me deixa silenciar. E se, de fato, tudo isso se tratar tão somente de um propósito político para retirar de cena o líder imbatível?

Sim, porque passadas as eleições, magistrados do STF podem no futuro mudarem de ideia, pautar novamente a prisão em 2ª instância e decidirem reformá-la. Tudo neste país é muito imprevisível.

Como vamos terminar essa história, que agora entramos no capítulo da prisão? Sem candidato (ou candidata) invencível, à direita, à esquerda ou ao centro, outubro se aproxima com pressa.


BLOG: PERDIDO EM MEIO A BARBARIDADENinguém sabe mais o que fazer nem para quem apelar em capitais como, seja Rio de Janeiro, seja Natal, no Rio Grande do Norte

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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O Brasil está perdido em meio a uma violência incontida e desumana. Exemplos não faltam. Nem a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro consegue frear a onda de crimes.

Ninguém sabe mais o que fazer nem para quem apelar em capitais como, seja Rio de Janeiro, seja Natal, no Rio Grande do Norte. É uma crueldade que choca, desanima e desespera.

No dia 14 de março, ceifaram a vida de uma líder política dos menos favorecidos, a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), e de seu motorista Anderson Gomes. Até hoje criminosos estão impunes.

Não se sabe a motivação da execução criminosa, nem nada sob suspeitos, passados mais de 15 dias.

Aqui em Natal, cidade de menor porte, é uma crueldade sem trégua. A vida humana se tornou uma vulgaridade nas mãos de criminosos cruéis. Mata-se por nada; mata-se porque assim se tornou a vida.

Outro dia bandidos tiraram a vida de uma jovem policial catarinense e deixaram baleado seu marido, também policial militar, na calçada de uma pizzaria da zona norte natalense. O casal estava a passeio.

Agora, mataram um cantor de banda católica e professor de esporte, Alex França, 36 anos, sem que ele reagisse. Baleado durante assalto, atingido quando estava deitado de costas, não resistiu e morreu.

Uma morte covarde e desnecessária, pois a vítima sequer esboçou alguma reação.


BLOG: VIOLÊNCIA FORA DOS LIMITESEstamos na Semana Santa, só nos resta rezar: "Ora pro nobis"

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Se até o carro particular do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), foi roubado, imagine que segurança tem o restante da população? Nenhuma, é claro! Salve-se quem puder.

Mais ainda, bandidos infernizam municípios da Grande Natal, com carro do governador tomado de assalto do motorista em Monte Alegre, e em Ceará Mirim explodem  caixas de três bancos.

Depois atiram em base da Polícia Militar e espalham grampos na via pública para furar pneus e evitar a perseguição ao bando após o ataque às agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco.

Contudo, a tragédia que marcou o começo desta semana  foi o assalto de bandidos a uma pizzaria da zona norte de Natal, onde atiraram contra um casal de PMs do Estado de Santa Catarina.

O resultado trágico foi a morte da policial soldado Carolina Pletsch, 32 anos, morta com um tiro no peito, e o marido sargento Marcos Paulo da Cruz, 43 anos, baleado. O casal estava de férias em Natal.

Difícil é viver num mundo cão desses, que não se pode ir a lugar nenhum em segurança. Nem aqui em Natal, nem no Rio de Janeiro, nem em muitas cidades brasileiras. Triste realidade.

Enquanto isso, o país se divide em ideologias de direita-esquerda, centro-direita, centro-esquerda, não sei mais o quê, trocam insultos, se odeiam e ninguém se entende neste Brasil de hoje.

Estamos na Semana Santa, só nos resta rezar: "Ora pro nobis".


BLOG: TRISTE SITUAÇÃO DO RIO G. DO NORTEO Rio Grande do Norte está mal, muito mal, no retrato da violência no Brasil

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Quem diria que o Rio Grande do Norte ocuparia a posição mais triste do ranking da violência no país? O primeiro lugar aterrorizante das estatísticas de crimes violentos.

Muito distante daquele pequeno e pacato Estado dos tempos passados, sem as malditas drogas ilícitas de hoje, época em que só a cachaça reinava sozinha nos botecos da vida tranquila.

Para espanto de todos nós, o RN registrou 2.246 mortes violentas em 2017, número que representa 64 óbitos para cada grupo de 100 mil pessoas. É uma taxa altíssima e assustadora.

Por que governantes, a sociedade, autoridades deixaram chegar a essa calamidade? O Estado está tomado pelo narcotráfico e grupos assassinos por todo seu território.

Faltam estruturas a altura na Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social para o enfrentamento dessa tragédia que já se arrasta há anos e que só tem piorado.

Nossos governantes do passado e do presente falharam feio. Hoje se tenta resgatar o Estado desse drama que fincou suas garras sobretudo nos bolsões de pobreza e miséria do Estado.

Agora não se pede a presença do Estado apenas na educação e na saúde, mas também, urgentemente, na segurança pública, de modo a reduzir os incontroláveis índices de mortes violentas.

O Rio Grande do Norte está mal, muito mal, no retrato da violência no Brasil.


BLOG: VEM AÍ ESTAÇÃO MENOS QUENTEO verão se despede. Hoje é o último dia da estação quente, a do calor até mesmo nas madrugadas

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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O verão se despede. Hoje é o último dia da estação quente, a do calor até mesmo nas madrugadas. Vamos mudar para o outono que é a de transição para o inverno.

Havia um tempo em que se dizia só existir duas estações no Brasil. A do verão e a do inverno. As demais eram coisa de países europeus e de norte- americanos.

Mas o clima vem mudando no globo terrestre e hoje já experimentamos as demais estações que são o outono antes do inverno e a primavera que antecede o verão. Viramos chique!

Melhor assim, pois prefiro um pouco de frio do que muito calor. Mas tem gente que é o contrário.

No entanto, essa mudança de clima com mais chuvas que deverão vir por aí, não quer dizer que a temperatura baixará na política.

Antes pelo contrário, deverá esquentar mais à medida que as eleições se aproximarem, que já acontecerão na primavera deste 2018.

Eleições com o país todo dividido e sem saber para onde marchar, devem ser mesmo uma incógnita. Estes são tempos de muita incerteza, desesperança e desânimo.

Mas não devemos desistir de lutar, buscar e persistir na renovação política. Sabe aquele surrado ditado que se diz: a esperança é a última que morre.

Um dia encontraremos o denominador comum que unirá a maioria, respeitando-se as minorias e convivendo-se com as diferenças naturais de nossa gente.


BLOG: MUITO A FAZER PELO PAÍSEsse assassinato brutal da vereadora Marielle Franco, do PSOL/RJ, foi a gota d'água do país pedindo socorro, com a volta de multidões nas ruas de cidades brasileiras

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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O Rio está perdido e precisa retomar o caminho da paz, do controle da violência sem limites e das leis que punem, severamente, criminosos cruéis.

Esse assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (foto), do PSOL/RJ, foi a gota d'água do país pedindo socorro, com a volta de multidões nas ruas de cidades brasileiras.

Marielle, bem votada para a Câmara Municipal do Rio, era um ícone na defesa dos direitos humanos, da igualdade e da justiça, que criticava políticos e a banda podre da polícia.

A execução da vereadora trouxe repercussão internacional dos níveis de violência a que chegou a capital fluminense e sua região metropolitana, apesar de estar sob intervenção federal.

Mas o Rio é apenas o exemplo maior de situações em que se encontram hoje cidades brasileiras. Se o Estado brasileiro não agir rápido e com força total, estamos fadados a perder essa guerra urbana.

Deus que nos livre de sermos um país de terra sem lei. Portanto, a hora é de inteligência e ação.


BLOG: SITUAÇÃO DE ROBINSON FARIANunca na história do Estado um governador potiguar se complicou tanto com a Justiça

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via Fatos e Notas

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Nunca na história do Estado um governador potiguar se complicou tanto com a Justiça. Ganha espaço na mídia nacional o envolvimento do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD/RN), em investigações do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal.

Agora, por forte suspeita de tentar comprar o silêncio da delatora do caso, que o acusa de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado do RN, o que caracteriza obstrução da Justiça. Cerca de R$ 100 mil durante todo o período em que foi presidente da Casa.

Robinson é portanto investigado por "organização criminosa e obstrução da Justiça" em seu Estado, apesar de permanecer no comando do governo do RN. Trata-se do envolvimento do hoje governador na Operação Dama de Espadas dos funcionários "fantasmas".

Mas não é só, pois o governador Robinson Faria é também investigado pela Operação Lava-Jato, acusado de receber propina da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, comprometendo-se em favorecer a eles na pretendida privatização da Caern.

Fica difícil prever como vai terminar o governo de Robinson com ele enrolado em tanta encrenca.


GREVE DOS VIGILANTES COMPLICA Caixas eletrônicos dos bancos 24 horas estavam sem dinheiro em vários pontos de Natal, impedindo saques ou limitando o uso das máquinas

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Mais um entrave, como se não bastasse as dificuldades da economia brasileira que permanece com recuperação lenta e demorada. É a greve dos vigilantes que afeta os bancos.

Nesta quarta-feira (8/03) pela manhã, caixas eletrônicos dos bancos 24 horas estavam sem dinheiro em vários pontos de Natal, impedindo saques ou limitando o uso das máquinas.

Clientes de bancos estavam irritados com tal situação, cuja paralisação já se arrasta há mais de duas semanas, sem que um acordo seja alinhado entre as partes.

Nas agências bancárias nem pensar em ser atendido, pois algumas, se não todas, estão sem funcionar para atendimento ao público, justamente por falta de vigilantes para o serviço.

Assim caminhamos no dia a dia. Ou não caminhamos.


CONSUMIDOR SEM CONFIANÇA Pesquisa mensal mostra que brasileiros e brasileiras permanecem preocupados com o emprego e pouco dispostos a fazer compras de maior valor

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Além de lenta e demorada, a economia brasileira tem dado sinal de desconfiança do consumidor. Em fevereiro o nível de confiança voltou a cair, segundo a CNI – Confederação Nacional da Indústria.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) acusou queda de 0,2% ante janeiro e alcançou 102,7 pontos em fevereiro. O patamar é 1,6% menor que o do mesmo mês de 2017 e continua abaixo da média histórica de 108 pontos.

E por que essa desconfiança? Ora, pesquisa mensal mostra que brasileiros e brasileiras permanecem preocupados com o emprego e pouco dispostos a fazer compras de maior valor.

Mas, segundo ainda a CNI, melhoraram as expectativas em relação à inflação e ao endividamento.


POR QUE TANTA VIOLÊNCIA? ESTADOS FALHARAM Armados com facão, criminosos invadem escola para assaltar alunos e professores. Não se trata aí do Rio de Janeiro, mas daqui mesmo no Rio G. do Norte

JOSÉ AÉCIO COSTA,

via FATOS e NOTAS

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Armados com facão, criminosos invadem escola para assaltar alunos e professores. Não se trata aí do Rio de Janeiro, ícone da violência no país. Estamos falando do município de Macaíba, região metropolitana da Grande Natal, no Rio Grande do Norte.

Essa barbaridade que não poupa sequer escolas nem unidades de saúde se estende por todo o Brasil dos tempos de hoje, tendo as drogas nocivas de organizações criminosas como principal combustível assolador desse mundo cão, que já levou o Rio à intervenção federal na segurança pública.

Falharam sobretudo os Estados, a quem cabem responsabilidade maior sobre a segurança, mas também o governo federal, nas políticas públicas de educação e saúde, além de outras mais, como também faltou investimentos em área de suma importância para a paz social da população de bem. 

E agora, que ações de grupos organizados e armados tomam conta do país, enraizados em territórios de cada Estado? A reação do Estado brasileiro está vindo tarde demais. O laboratório de experiência é o Rio de Janeiro com a intervenção federal. Vamos acompanhar em que vai dar.


BANCOS PERMANECEM SEM LIMITES NAS TAXAS DE JUROSTaxa básica Selic do governo em seu patamar histórico mais baixo não reduz juros bancários dos clientes no país

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Por mais que o governo Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esforcem-se para mostrar que a taxa básica de juros Selic anda em seu patamar histórico mais baixo, 6,75% ao ano, tal animação e alegria não chegam aos clientes de bancos.

Além das taxas do cheque especial e dos cartões de crédito, até outras taxas de serviços bancários sobem um absurdo para se manter, a exemplo de uma simples conta no banco para receber o salário. Como se pode dizer que a economia está melhor desse jeito?

As taxas do cheque especial e dos cartões de crédito andam nas alturas como sempre, para lá de 300% ao ano, é como se nada tivesse acontecendo na política econômica do governo. Quem manda no mercado são os bancos que fazem o que bem querem.

Em lugar nenhum do mundo é assim, mas aqui no Brasil tem sido como esses donos do dinheiro entendem e nenhum governo limita esse abuso de lucros astronômicos. Os banqueiros passam ao largo de qualquer crise econômica, que chova ou faça sol.

O ministro Meirelles, que quer ser candidato a presidente da República, e é um representante dos banqueiros no Poder, acha que fez milagres na economia brasileira. Enche a boca para dizer que a economia vai de vento em popa e estamos no melhor dos mundos.

Henrique Meirelles, sem dúvida, teria meu voto se ele fizesse alguma coisa para tornar decente, civilizadas e justas, as taxas dos bancos que ele defende. Não fez nada até aqui nesse sentido e nem fará, porque não é essa sua missão em favor do Senhor Mercado para ter apoio.

Por que tem de ser assim no Brasil? Cada um defendendo apenas seus interesses egoístas e ninguém se importando com o país propriamente dito? Falta a nação aprender a votar e ter vergonha, não se deixando enganar pelos falsos profetas.


OPINIÃO PÚBLICA ESPANTADA COM SOLTURA DE TRAFICANTESA polícia prende traficantes de drogas nocivas e o juiz solta? "Soltura de traficantes obedeceu a lei", diz Amarn

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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A notícia estampa: "Soltura de traficantes obedeceu a lei", segundo a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn). Com todo respeito à entidade, podemos questionar: que diabo de lei é essa? A polícia prende traficantes de drogas nocivas e o juiz solta? Fato ocorrido aqui em Natal.

É realmente um espanto e não entendido pela população leiga já que aqui no Brasil, como em outras parte do mundo, o tráfico de drogas é crime e combatido também por lei. Estamos portanto diante de uma contradição de leis e o juiz prefere seguir o bê-a-bá da cartilha dele.

Um espanto para a opinião pública que não entende este país e suas leis. E não é mesmo para entender tamanho absurdo. Ora bolas! Se for mesmo para soltar criminosos diante de qualquer brecha que a lei permite, por que então combater o tráfico de drogas?

O Brasil tem que se decidir por qual caminho seguir. As instituições precisam caminhar juntas para dar respostas à sociedade, e não deixar a impressão que uma está contra a outra. É o prenda e solta tão comum hoje em dia que se fala tanto por aí. O trabalho das polícias desmanchado pela Justiça.

Assim é enxugar gelo, como diz provérbio popular. É o Brasil de gritantes contradições. 


A REFORMA DA PREVIDÊNCIA BARRADAAgora a reforma fica para o próximo governo a partir de janeiro de 2019

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Estava na cara de que a reforma da Previdência pretendida pelo governo Michel Temer e sua trinca seria barrada no Congresso. Não deu em outra e os reformistas mudaram de prioridade, optando pela intervenção federal na segurança pública do Rio, um tema de apelo popular e menos indigesto.

Agora a reforma fica para o próximo governo a partir de janeiro de 2019, caso não haja contratempo que impeça as eleições de outubro deste ano. Isso porque em política a dinâmica é imprevisível e quem está no poder quer se manter a qualquer custo. Tomara que tudo siga o curso normal sem golpe.

Contudo, Temer não desistiu de ele mesmo fazer a reforma previdenciária mais adiante, e vai forçar a barra, candidatando-se à reeleição, apesar de sua impopularidade, agarrado à bandeira da segurança. Diante da derrota da Previdência é uma saída de mestre. Vamos ver se vinga.

O fato é que a reforma, por enquanto, foi deixada de lado, mas o Brasil permanece o mesmo e não veio abaixo como previam as profecias catastróficas influenciadas pela mídia nacional. Até o  manipulado mercado financeiro está quietinho sem reações. Engoliu em seco e não esperneou. 

Governo e mercado quando lutam pelos seus interesses são assim. O mesmo alarde se deu quando queriam ressuscitar a CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Lembram? Pois sim, o Brasil continuou o mesmo, apesar de não conseguirem voltar com a CPMF.

E assim segue-se em frente em busca de acertar o passo, seja na saúde (sem CPMF), seja na Previdência (sem reforma), seja na segurança com intervenção.


INTERVENÇÃO E EFEITOS NO PAÍSHá uma notícia dando conta que criminalidade impede Correios de chegar a quase metade do Rio

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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A que ponto nós chegamos na escalada da violência urbana no Brasil. Há hoje uma notícia dando conta que criminalidade impede Correios de chegar a quase metade do Rio. O Rio de Janeiro é o ícone maior desse descalabro que as capitais e seu entorno vivem hoje em dia. Essa intervenção federal no Rio pode ter efeitos negativos nos Estados vizinhos como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Mas também outros mais distantes, como até mesmo o Rio Grande do Norte e Ceará com suas fragilidades na segurança pública, aliás, o que já tem demonstrado o infiltramento dessas organizações criminosas que tomaram conta do país. Podemos ser uma vítima da ação federal no Rio? Sim, sem dúvida, se medidas paralelas não forem tomadas em tempo hábil e acertadas.


CARNAVAL COM MENOS HOMICÍDIOS NO Rio G. do NORTEEm torno de 39 a 40 mortes no Rio Grande do Norte, conforme registros oficiais. No Carnaval de 2017 foram 50 homicídios

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Até que deu para respirar aliviado. Refiro-me à notícia de que aqui no Rio Grande do Norte se registrou uma redução de 20% no número de assassinatos durante o Carnaval, no período que vai da sexta-feira até quarta-feira à noite. Em torno de 39 a 40 mortes, conforme registros oficiais. No Carnaval de 2017 foram 50 homicídios.

O mesmo não se pode dizer do Rio de Janeiro onde a violência permanece assustadora e fora de controle, no cotidiano da capital fluminense e região metropolitana. O Rio está sufocado pela criminalidade crescente seja no Carnaval, seja no seu dia a dia da vida normal.

É apavorante o que as vitimas desse caos urbano contam pela mídia. Ninguém parece escapar do trauma, more onde morar na cidade, enquanto a polícia fica tonta sem saber para onde ir. Aliás, uma polícia pouco confiável pelo que se houve contar no noticiário.

O governo Michel Temer não prioriza o combate à criminalidade, que há muito tempo deixou de ser questão localizada em cidades brasileiras, mas virou uma preocupação nacional. Temer só tem olhos para o que é de seu interesse político e de sua trinca. Nada mais. O resto ele finge dar atenção.

Hoje a violência urbana com o narcotráfico dominando até nas cidades interioranas do país, não pode ficar sob a responsabilidade apenas dos Estados sem condições de arcar com o problema. É caso para ser pensado pelos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal.

Mas quem pensa assim? E segue-se tocando a vida e deixando ao deus-dará esses problemas.


REFORMA DA PREVIDÊNCIA: OBSESSÃO DE TEMEREnquanto o Brasil cresce em violência e criminalidade trazendo insegurança para a população

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Enquanto o Brasil cresce em violência e criminalidade trazendo insegurança para a população, o presidente Michel Temer torna-se obsessivo na ideia fixa da reforma da Previdência. Seus aliados, com exceções, nem tanto. A não ser os que querem bajular o Poder insistem no tema.

Só Deus sabe por que tamanha obsessão do presidente Temer, em querer enfiar na goela de todos nós essa reforma já  desfigurada e sem credibilidade, em vez de deixar o tema para o próximo governante do país, a sair das urnas de outubro deste ano. Reforma que não tem votos suficiente.

Acho até que a próxima internação hospitalar do presidente Temer vai ser caso de psiquiatria. O homem enlouquecerá se não fizer essa reforma da cabeça dele e sua trinca. Você acredita mesmo que é só para salvar a Previdência no futuro? Me engana que eu gosto.

Por que não cuidar da insegurança nacional no combate contra o narcotráfico que está levando o Rio a uma verdadeira guerra com envolvimento das Forças Armadas? Onde inocentes e indefesos perdem vidas. Não é só a região do Rio de Janeiro que vive o terror desse desastre social brasileiro.

Outras capitais e Estados passam por semelhante situação, inclusive aqui no Nordeste, onde as Forças Armadas já se fez presente várias vezes para ajudar os Estados em crise com relação à segurança pública. No entanto, a prioridade de Temer permanece sendo a reforma previdenciária.

É só isso e somente isso, a reforma da Previdência, apoiada por uma mídia nacional comprada com cotas publicitárias e, certamente, outras negociatas que não vieram ainda a público, como a sonegação empresarial fiscal.

Não duvide, porque por trás desse angu tem caroço grande.

Agora é esperar o Carnaval passar, terminar fevereiro, passar as eleições e talvez, em novembro, o tema da reforma previdenciária ainda vai ser ressuscitado por alguns teimosos, que mesmo sem chance, vão tentar trazer o angu à pauta da Câmara dos Deputados. Rogai por nós!


LEMBRANCA DE CONVIVÊNCIA COM JOÃO PATRIOTASofri um impacto ao ler a notícia da morte do empresário potiguar João Dinarte Patriota, 83 anos

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Sofri um impacto ao ler a notícia da morte do empresário potiguar João Dinarte Patriota, 83 anos. Fazia tempo que não o via, nem tinha notícias dele, desde que deixamos de conviver, quase que, diariamente, nos tempos em que fui seu assessor de imprensa na Fecomércio RN, e antes na CDL de Natal, dois períodos em que trabalhamos juntos, fazendo parte de sua equipe de profissionais.

Foi uma maravilhosa experiência, que jamais esqueci. Seu João, como era chamado, sempre tratou a todos e a todas com atenção, sem distinção e elegantemente. Gostava de ouvir e consultar o profissional da vez, quando precisava dele, para só depois se posicionar em qualquer fato. Era bem humorado e sabia ponderar para tomar decisões acertadas, apesar das influências.

Nunca deixou de atender meus telefonemas de trabalho, sempre que o procurava no seu escritório da empresa. Quando ia encerrar qualquer assunto, seja presencialmente, seja por telefone, tinha o hábito de dizer: "Então, combinado." Fosse uma entrevista marcada ou algum local em que precisávamos estar lá em determinado dia e hora.

Bem sucedido como empresário do ramo farmacêutico, seu João também alcançou sucesso no setor agropecuário do Rio Grande do Norte. Isso não mudou a sua simplicidade e o jeito elegante de tratar as pessoas. O conheci ainda quando era repórter do jornal Tribuna do Norte e revista RN Econômico, época em que fiz reportagens sobre ele, destacando o êxito nos negócios.

Gostei muito da sua companhia naquele tempo, anos 80/90, que serviu de reflexão para meu amadurecimento. Passou o exemplo de que ser rico e líder não é ser chato. É muito mais saber conquistar com talento, sensibilidade e simplicidade. Sou grato a ele pelo quanto me prestigiou.

Valeu seu João! Descanse em paz. À família meus sentimentos e que Deus conforte a todos.


CADÊ O DINHEIRO DO ESTADO? SERVIDORES SEM SALÁRIOSJá iniciou o terceiro mês em que servidores do Estado do Rio Grande do Norte esperam o pagamento de seus salários

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Já iniciou o terceiro mês em que servidores do Estado do Rio Grande do Norte esperam o pagamento de seus salários. Isso sem falar no 13º salário de 2017 ainda não pago. Afinal, aonde quer chegar o governador Robinson Faria (foto)? Talvez nem ele mesmo saiba.

Enquanto o governador não se decide, ele joga ao desespero milhares de famílias de servidores estaduais, que sem salários há meses ficam entregues à própria sorte de um governo sem saída para os problemas financeiros que não soube sanar como outros Estados vizinhos fizeram em tempo hábil no enfrentamento da crise que desabou sobre o setor público. Agora espera a aprovação de um pacote de medidas, diga-se impopular e em ano de eleições, entalado na garganta dos deputados.

Deixa assim um questionamento óbvio diante desse descalabro: onde está o dinheiro que o governo Robinson Faria arrecada a cada mês? Será que nem dois meses dá mais para pagar um em atraso? Estranho essas contas do governo Robinson. Ou não é prioridade pagar o funcionalismo?

O problema não é a arrecadação própria como a do ICMS que tem crescido.  Mas que mesmo assim o governo não consegue mais pagar sequer um mês atrasado? Agora é um, dois meses em atraso e entrando já para o terceiro mês sem notícia de quando sai o pagamento, por exemplo, de dezembro? Como o servidor ou servidora, o aposentado ou pensionista pode pagar contas e ainda sobreviver com sua família vivendo nessa desorganização de falência do Estado?

Sabe-se que o Estado do Ceará passa ao largo dessa crise porque soube como contornar. A Paraíba é outro exemplo, assim como Pernambuco, todos vizinhos do Rio Grande do Norte. Porém o RN se enfiou no mesmo pantanal que o Rio de Janeiro, parecendo-se até mesmo na fragilidade da segurança pública e do setor de saúde, duas áreas críticas lá e aqui também.

Deus do céu acuda este pobre Estado mergulhado no apocalipse desses novos tempos.


ENGANOSO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIAO site do jornal O Globo deu destaque nesta quarta-feira, 31 de janeiro, em seu noticiário: Previdência perdeu 1 milhão de contribuintes em 2017

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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É hora de voltar, depois de um recesso comprido e período de ausência aqui, enquanto dava um tempo de descanso. Mas não deixei de acompanhar o que acontece Brasil afora, que até aqui nada mudou para melhor nem na economia, nem muito menos na política nacional. Para ser sucinto é cravar esse antigo e batido dizer: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes".

Entramos no mês da prova de fogo da  reforma da Previdência para ser votada pelo Congresso, que está mais para ser esquecida do que para ser lembrada. O site do jornal O Globo deu destaque nesta quarta-feira, 31 de janeiro, em seu noticiário: Previdência perdeu 1 milhão de contribuintes em 2017.

Logo abaixo na linha auxiliar do título da notícia acrescenta: "Aumento do desemprego e da informalidade foram os responsáveis pelo recuo desse grupo, segundo o IBGE".

Taí, isso comprova exatamente o que se tem dito, inclusive, aqui neste espaço. O déficit da Previdência que o governo Temer e seus aliados alardeiam é nada mais que decorrência da sonegação empresarial e do desemprego no país, este resultado da crise econômica.

O pior mesmo é que os empregos que hoje se festeja não são mais os de carteiras assinadas. A reforma trabalhista que o governo Michel Temer enfiou goela abaixo da população, está inovando com o crescimento da informalidade, que não garante direitos de quem trabalha.

No mais é conversa fiada. E por hoje é só. Até outro dia!


SALVE 2018! ANO NOVOSó a esperança em dias melhores alimenta o nosso futuro, sem contudo eliminar nossas preocupações e incertezas

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Estamos de Ano Novo mas nada mudou e permanece como terminou em 2017. A política brasileira indefinida, a economia incerta e os problemas são os de sempre.

Só a esperança em dias melhores alimenta o nosso futuro, sem contudo eliminar nossas preocupações e incertezas. Faz parte do nosso viver na gangorra da vida.

É ano de Copa do Mundo na Rússia, longe daqui para onde se transportará nossas perspectivas de conquista até junho, e ano de eleições gerais em outubro das quais se espera mudanças.

O que virá pela frente ninguém sabe, mesmo que se tente vislumbrar alguma coisa. Sabemos apenas do que foi 2017, um ano sofrido para o Brasil que esperamos não se repetir em 2018.

Hoje é dia da ressaca universal, quando quase ninguém trabalha, acordamos mais tarde do que nos dias habituais do ano, e a preguiça nos domina neste primeiro dia.

Lá fora, tudo fechado. A cidade parada sem nenhum movimento. As pessoas em suas residências sem disposição de ir a lugar nenhum. Apenas deixa que o dia passe lentamente.

As comemorações do Ano Novo nos deixa assim, pregados em casa, meio sonolento sem vontade de nada, apenas aguardando o retorno à rotina no dia seguinte, 2 de janeiro.

Assim nos colocamos outra vez de pé para deixar vir a realidade, como a dizer: e agora 2018, qual é? Vamos que vamos porque a vida tem pressa e nada existe para sempre.

Ou melhor, fiquemos com esse pensamento de São Francisco de Assis: "Irmãos, comecemos, pois até agora pouco ou nada fizemos."


AMARGO FIM DE ANO SEM SALÁRIOS E VENDAS PREJUDICADASFim de ano, semana que antecede as festas do Natal, o comércio com vendas prejudicadas e servidores sem um tostão no bolso, população amedrontada com a violência

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Nunca na História dos potiguares o Estado do Rio Grande do Norte teria passado por dificuldades, humilhações e desacertos governamentais tão desesperadores e trágicos como este de 2017.

Ainda mais num período de festas natalinas e de fim de ano. O desgoverno de Robinson Faria (PSD), que como o próprio sobrenome Faria sugere mas não fez, é um apocalipse da tragédia pública.

Cidades como a capital Natal sem policiamento nas ruas, o crime correndo solto e acuando quem se esforça para trabalhar e sustentar a vida, hospitais parados sem condições de atender a população.

Além de outros serviços públicos em idêntica situação de paralisação parcial ou total, como a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários.

Enfim, a vida potiguar virou um inferno com a capital entregue ao caos, por incapacidade do governo Robinson Faria pagar os salários dos servidores estaduais.

Transtornos iguais ao vivido pelo Rio Janeiro este ano de 2017.
Fim de ano, semana que antecede as festas do Natal, o comércio com vendas prejudicadas e servidores sem um tostão no bolso, população amedrontada com a violência.

Como se o Estado estivesse num tempo de guerra, com a brutal criminalidade aumentando nas ruas e até mesmo em propriedades privadas invadidas, a esperança quase perdida no amanhã.

O governo estadual busca amparo no governo federal e põe toda a culpa na crise financeira dos Estados e municípios que perderam receitas com a mais terrível recessão econômica.

Mesmo reconhecendo-se que a vida não anda fácil para ninguém, nem mesmo para o governo federal com seu déficit fiscal gigantesco, há Estados vizinhos que fizeram o dever de casa e escapam bem.

O sofrido Rio Grande do Norte não, este não se cuidou a tempo de evitar esse caos, e agora se humilha em busca de socorro lá fora. Um fim de ano marcado pela falência pública.


ECONOMIA: O POVO É QUE VAI MALSão quase 60 milhões de brasileiros que estão com os nomes negativados nos SPCs do mercado creditício em todo o país

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Para o governo Michel Temer (PMDB) e companhia a economia brasileira vai bem, o povo é que vai mal, como diz o bordão popular já bem desgastado, mas que serve para os dias de hoje, fim de 2017.

São quase 60 milhões de brasileiros que estão com os nomes negativados nos SPCs (Serviços de Proteção ao Crédito) do mercado creditício, que assim devem passar as festas natalinas.

Para ser exato, são 59,9 milhões de endividados Brasil afora, na economia festejada por Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assim como por parte da mídia nacional.

A faixa etária com maior número de negativados é entre 30 e 39 anos, conforme nos dizem informações do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – a CNDL.

É a região Sudeste, onde se paga os melhores salários e se tem a melhor renda, que concentra o maior números de endividados no país, com mais de 24 milhões de consumidores.

Pouco adianta que a taxa básica de juros Selic, administrada pelo Banco Central, chegue a menos de 7%, como prevê o mercado financeiro, se esse juro não baixa para a população consumidora.

É possível até que esse endividamento aumente mais agora com as festas do Natal, e crescimento das vendas de fim de ano. Lá na frente, veremos o que acontece.


ESPERTEZA DA LATAM PRA CIMA DO NORDESTEDepois de tanta embromação, agora passados uns três anos, descobre-se que o tal hub não passou de ilusões perdidas

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Na tradução, essa história de criar um centro de conexões de voos domésticos e internacionais (hub em inglês) no Nordeste pela Latam e depois desistir, dá a impressão de esperteza da companhia aérea.

Tudo para atrair incentivos fiscais dos governos, como se deu nesse caso da disputa do hub entre as capitais vizinhas de Natal, Fortaleza e Recife.

No popular, a empresa passou a perna em quem acreditou no anúncio do empreendimento, a exemplo do Rio Grande do Norte, que se adiantou e ofereceu incentivo fiscal à companhia aérea.

O governo do RN chegou a reduzir a alíquota do ICMS cobrado sobre o querosene de aviação (QAV)  dos voos regulares de 17% para os atuais 12%; e para voos internacionais para 9%.

Depois de tanta embromação, botando a culpa na crise econômica que vivia o país, agora passados uns três anos, descobre-se que o tal hub não passou de ilusões perdidas.

O presidente da Latam, Jerome Cadier, veio a público colocar uma pedra no assunto. Ninguém espere mais centro de conexões no Nordeste. A empresa se desinteressou pelo projeto.

Quer dizer, depois que a empresa mamou o incentivo esse tempo todo, agora joga a  questão para as calendas. Em outras palavras, para o dia de são nunca.

A empresa vai ficar mesmo é com seus dois centros de conexões já existentes, um em Brasília (foto) e outro em Guarulhos (SP). O resto é conversa fiada.


CPMF x REFORMA SEMPRE INVENTANDO POR MAISLembram quando queriam reeditar e enfiar goela abaixo da população a CPMF?

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Lembram quando queriam  reeditar e enfiar goela abaixo da população a CPMF? Eram outros tempos e outros governos, mas fizeram o mesmo alarido de pessimismo catastrófico caso não fosse aprovada.

Pois bem, agora trocaram a tal  Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira pela reforma da Previdência. A CPMF foi rejeitada firmemente pela nação, e o Brasil não se acabou. Aliás, permanece até hoje inteiro, com seus problemas.

A mesma história se repete no governo Michel Temer (PMDB) e seus aliados, que quer aprovar por cima de pau e pedra uma reforma da Previdência na base do grito e na marra.

Outra vez, nessa versão em busca de dinheiro subtraído do povo, o governo e a mídia fazem campanha com previsões catastróficas para se a tal reforma não for aprovada.

É mais um engodo pra cima da população brasileira. A CPMF, que quando vigorou pela primeira e única vez, tinha o propósito de ser destinada à saúde, não foi. E o Congresso a extinguiu.

Quem garante num governo impopular e suspeito de corrupção que, com a reforma previdenciária, haverá dinheiro para a saúde, à educação e à segurança pública? É dar um cheque em branco.

Nem muito menos que as previsões se confirmarão? Ora, há sempre alternativas, planos B e outros caminhos para nos salvar. Pior é ir na onda dos reformistas aproveitadores de barganhas.

Qualquer reforma, sem dúvida, tem que ser bem discutida com as forças vivas da nação. Jamais feita em gabinetes refrigerados, longe dos que serão afetados pelas medidas.

Sua aprovação tem que ser por convencimento político e não comprometendo o ajuste fiscal, com compras de bancadas parlamentares e negociação de cargos. Isso é banca de negócios.


A ECONOMIA NA REALIDADE NUA E CRUA Essa taxa baixa [de juros] não chega aos consumidores do cartão de crédito e do cheque especial

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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É verdade que a taxa básica de juros Selic do Banco Central baixou para 7% ao ano, considerado o menor nível histórico. E daí? Deve perguntar a população consumidora brasileira.

Apesar de baixar a esse patamar menor, que governo e a mídia nacional festejam, trata-se da taxa de juros básica Selic nominal, porque a real permanece muito alta para uma inflação abaixo de 3% .

E o que é pior: essa taxa baixa não chega aos consumidores do cartão de crédito e do cheque especial, nem também de quem faz empréstimos bancários. Por isso a população questiona: e daí? 

Ninguém deixou de arcar com juros exorbitantes em suas dívidas até aqui, numa modalidade ou outra de transação financeira. Atrasou no cartão de crédito ou pendurou-se no cheque especial o pau come.

Os bancos, que mandam no mercado, na verdade, não estão nem aí para essa tal taxa Selic.

Há quem diga, entre os entendidos, que a Selic pode até chegar a zero, mas os juros na ponta final do consumo vão permanecer altos. Os bancos dão mil desculpas e não baixam suas taxas.

E mais. Logo, logo, a taxa básica Selic vai retomar a trajetória de alta, quando o governo se desenganar de suas reformas a toque de caixa.

Esse ciclo de redução e depois alta já é por demais conhecido no Brasil.  

Já a nova inflação, outra festa do governo Michel Temer (PMDB) e de parte da mídia nacional, permanece baixa num patamar menor do que 3% ao mês, mas os preços continuam subindo.

Sobe o gás de cozinha uma enormidade, inviabilizando a compra pelas famílias pobres, sobe a gasolina e o diesel  dos caminhões, onerando o orçamento de todos, mas a inflação fica parada.

A comentarista da Rede Globo Míriam Leitão fica cheia de dedos para justificar porque isso acontece. Mas não tem explicação. É a nossa realidade hoje. Simples assim!


REFORMA: CONVERSA PRA BOI DORMIRA esta altura do campeonato o governo Temer e essas lideranças partidárias vão ter que rebolar muito para alcançar esses 320 a 350 votos

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Empanturrando-se entre almoço e jantar no mesmo dia, o presidente Michel Temer (PMDB), ministros e lideranças partidárias aliadas batem cabeça para tentar aprovar a reforma da Previdência, antes que o recesso venha e a vaca vá pro brejo. Estamos em dezembro e o tempo urge.

O Globo deste domingo abriu uma manchetona em seu site para dizer que "Governo avalia que pode conseguir até 350 votos para aprovar a reforma da Previdência" Ah, bom! Quer dizer que não conseguiu ainda, mas "que pode conseguir".

Lá dentro no texto da notícia acrescenta que o governo e esses comilões reunidos avaliam ter de 320 a 350 votos "alcançáveis". Hoje, preto no branco todos dizem que é verdade: o governo ainda não conta com votos para aprovar a tal reforma. Por isso, não existe data marcada para votar.

Então, trocando em miúdos esse papo cabeça entre reuniões de fim de semana, vem aquela impressão do dizer interiorano: isso parece muito mais "conversa pra boi dormir".

A esta altura do campeonato o governo Temer e essas lideranças partidária vão ter que rebolar muito para alcançar esses 320 a 350 votos no plenário da Câmara. A não ser, que a grana corra solta e o toma lá dá cá funcione mais uma vez, como no caso das duas denúncias contra Temer enterradas.

Porém, com os ventos das eleições 2018 açoitando na cara, ainda vai ter muito deputado resistindo a se expor nessa votação que a nação rejeita.


CADÊ OS EMPREGOS FORMAIS? Três quartos das vagas criadas foram no trabalho por conta própria ou em postos sem carteira assinada, segundo o IBGE

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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É verdade que o governo e parte da mídia amestrada – como dizia o saudoso jornalista Carlos Chagas, que nos faz falta – têm feito festa em torno da volta dos empregos no mercado de trabalho. Mas não é bem assim. A taxa de desemprego caiu para 12,2%, segundo o IBGE, contudo, desde de abril quando começou a reagir, três quartos das vagas criadas foram no trabalho por conta própria ou em postos sem carteira assinada. Será que no Brasil todo mundo vai virar empreendedor? Bem, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) trabalha pra isso.

Nas contas do IBGE o país ainda tem um estoque alto de desempregados que atinge 12,7 milhões em busca de ocupação. Essas vagas informais levantadas são aquelas pessoas que de uma forma ou outra se agarram a algum meio de sobrevivência como alternativa, já que não existe o emprego formal tão fácil assim, pois as melhoras do mercado ainda estão muito no começo e vai demorar até zerar o saldo de desempregados nos quatro cantos do país.

Aqui mesmo no Rio Grande do Norte, o escritório regional do Dieese-RN informa que houve, sim, uma melhora com redução do desemprego em relação ao período imediatamente anterior, no entanto, na comparação com anos anteriores estamos muito abaixo. Um estudo sobre a realidade do mercado de trabalho potiguar vai ser divulgado na quarta-feira, dia 6.


CONGELARAM A INFLAÇÃOO preço da gasolina e do diesel, que desencadeia naturalmente uma série de outros aumentos, não influencia mais a alta da inflação

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Já há uma desconfiança de que congelaram a inflação brasileira, para dizerem que a economia da era Temer vai bem. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) não sobe e se mantém baixo. No entanto, o preço da gasolina e do diesel, que desencadeia naturalmente uma série de outros aumentos, não influencia mais a alta da inflação, o que parece mágica, né não? IBGE, analistas do mercado e jornalistas comentaristas da grande mídia parecem todos afinados com esse propósito, como forma de fazer acreditar que a economia vai pra lá de supimpa no país.

Desde julho, a gasolina e o diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras somam 22,96% e 25,39% respectivamente, conforme informa o site da Veja. E o preço médio da gasolina voltou a subir na última semana de R$ 3,96 para R$ 4,02 por litro, de acordo com dados da ANP – Agência Nacional do Petróleo. Foi a quarta alta semanal consecutiva, e o combustível atingiu o valor mais alto do ano. O levantamento teria levado em conta mais de 3.000 postos no país. Não ficam atrás o diesel e o etanol. Ambos tiveram aumento também. Mas a inflação permanece parada, isso quando não baixa.

De mais a mais, o gás de cozinha, também chamado de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, disparou este ano feito foguete em direção ao espaço sideral. Já custa um absurdo para o uso doméstico, girando ao redor de uns R$ 70 por botijão de 13 kg. Mas nem faz cosquinha para a inflação que se mantém firme como uma rocha. São coisas deste Brasil. Afinal, quem manda mesmo é o senhor mercado, que dita as regras como bem entende.


DEZEMBRO SEM REFORMAMelhor seria que Temer passasse mais uns dias de repouso e deixasse a nação em paz em relação à reforma da Previdência

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Melhor seria que Temer  passasse mais uns dias de repouso, recuperando-se das cirurgias de próstata e coração  a que se submeteu e deixasse a nação em paz em relação à reforma da Previdência. Afinal, Michel Temer é um homem de 77 anos e precisa cuidar da saúde e da família. Mas a ganância pelo poder não o deixa, e de alta hospitalar já está de volta a Brasília para retomar as atividades normais. Pode-se imaginar como é estressante tentar aprovar uma reforma sem apoio popular e agora até mesmo sem voto dos parlamentares que o mantiveram no cargo, rejeitando as denúncias contra ele. Pelo menos até o fim do seu mandato tampão em 2018, Temer se livrará de ser julgado.

Dezembro está chegando esta semana e anuncia o fim de 2017. É o último mês do ano e conforme se diz pouco tempo resta para o Congresso ainda fazer antes de entrar em recesso de fim de ano. A campanha presidencial já está começando nas articulações e planejamentos para o pleito eleitoral de 2 de outubro de 2018. Nenhum parlamentar a essa altura quer mais arriscar seu pescoço se expondo ao eleitorado, aprovando uma reforma impopular que precisa de 308 votos na Câmara. Por que não deixar a missão árdua para o próximo presidente da República que sair das urnas? Quem mais pressiona Temer pela reforma? Certamente, setores que mais vão ganhar com ela e deixam de pagar a conta que fizeram.


CONTRASSENSO PREVIDENCIÁRIO Ora, se a questão é o rombo previdenciário das contas, como se negocia concedendo a dispensa de R$ 15 bilhões em dívidas previdenciárias dos municípios?

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Essas reformas do governo Michel Temer (PMDB)  feitas entre quatro paredes  e compradas no voto de parlamentares têm sido reprovadas amplamente pela população.

A primeira foi a reforma trabalhista que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ainda sem ser bem digerida pela sociedade brasileira, e sem que se saiba em que vai dar.

Tomara que não seja com os burros n'água – como diz o bom sertanejo. 

Antes ela foi precedida por uma terceirização ampla, geral e irrestrita da mão de obra.

Desta vez  é a tentativa de aprovar uma reforma da Previdência Social custe o que custar, para que Temer possa honrar seu compromisso político com a elite que o apoiou em sua ascensão ao cargo.

O que chama atenção é que o modus operandi das reformas é sempre o mesmo. Em vez de uma discussão profunda com a nação, o atalho é a compra de votos de bancadas parlamentares.

Ora, se a questão é o rombo previdenciário das contas, como se negociar concedendo a dispensa de R$ 15 bilhões em dívidas previdenciárias dos municípios?

É um contrassenso evidente que basta uma inteligência mediana para perceber. Isso sem mencionar a grande sonegação existente e camaradagens distribuídas às empresas devedoras da Previdência.

Por que esse açodamento? Diz o ditado popular quando se desconfia: "debaixo desse angu tem caroço". Reforma enfiada goela abaixo é pra se questionar mesmo.

Está aí a notícia da revista Carta Capital dando conta que a "reforma trabalhista tende a inviabilizar a Previdência", de acordo com estudo sobre o tema.

Isso porque para cada trabalhador que deixa de ser assalariado para virar empresa, o sistema público perde R$ 3.727 ao ano, segundo esse estudo.

Até o ajuste fiscal está  sendo sacrificado pela reforma. É assim que caminha o Brasil de Temer.


O DISCURSO FALSO DO MARAJÁ DO SERVIÇO PÚBLICONo Rio Grande do Norte, mais de 80% de 100 mil servidores públicos estaduais ganham só até R$ 4.000, e sequer atualmente recebem em dia

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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É preciso ir com cuidado nesse tema de "marajás" aposentados do serviço público para não generalizar, porque não é bem assim.

No meu Estado, o Rio Grande do Norte, mais de 80%  de 100 mil servidores públicos estaduais ganham só até R$ 4.000, e sequer atualmente recebem em dia.

Esse é o teto integral que essa massa se aposenta. Quer dizer, não iguala nem ao teto que o INSS paga hoje para as aposentadorias.

Hoje a maioria nem sequer está tendo reajuste salarial faz anos, em decorrência da crise financeira dos Estados, que estão quebrados.

A grande mídia nacional passa a impressão de que todo servidor público é "marajá", creio que  a serviço da elite econômica que paga pior do que o serviço público, isso é verdade, e quer rebaixar salários. Não sei que desenvolvimento é esse com pretendido rebaixamento de salários.

Na verdade, a ideia é nivelar todos por baixo,  iniciativa privada e serviço público, seja funcionalismo federal, estadual e municipal.


REZA PELO FUNCIONALISMO DO RGN COM SALÁRIOS ATRASADOSEm meio ao drama angustiante pelo qual passa famílias de servidores do RN, o padre Antônio Nunes, em Natal, rezou na missa por esses funcionários

JOSÉ AÉCIO COSTA, via BLOG

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Um ditado popular muito conhecido nos diz que "farinha pouca, meu pirão primeiro" se a situação é pra lá de crítica. Isso se fala quando se tem pouco para atender a muitos.

É o caso que vive hoje o governo do Rio Grande do Norte, sem resolver a crise financeira na qual se enfiou, para pagar todo o funcionalismo estadual, que não recebe em dia há dezoito meses.

Categorias de servidores com organização e força suficiente, a exemplo da segurança pública, só assim conseguiram colocar o governo Robinson Faria (PSD) de joelhos e arrancar o pagamento.

As demais sofrem com um atraso ainda maior, obviamente pelo governo ter resolvido dar prioridade a essas categorias da segurança, deixando as demais à mercê do caixa do governo.

É aquela outra história: "devo não nego, pago quando puder". E assim o tempo vai avançando e quem ganha mais R$ 2.000, até agora, 20 de novembro, ainda não recebeu o salário de outubro.

Neste domingo (19/11), em meio ao drama angustiante pelo qual passa famílias de servidores do RN, o padre Antônio Nunes, da paróquia de Neópolis, em Natal, rezou na missa por esses funcionários.

Sem dúvida um gesto solidário e de apreço aos que passam por tal situação, seguido pelos fiéis que estavam lá, na igrejinha de São Judas Tadeu, da comunidade do Jiquí.

Com bem disse o padre, é possível, sim, enfrentar  muitas dificuldades na vida, mas nada pior do  que a falta do salário no fim de cada mês trabalhado.

É desesperador pois não atinge só o servidor mas também suas famílias que dependem do dinheiro, é claro, como meio de sobrevivência. 


FRUSTRAÇÃO TRIBUTÁRIA PERSISTE POR FALTA DE REFORMAAcredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer

DO BLOG DE

JOSÉ AÉCIO COSTA

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Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenhuma mais das pretendidas, como a da Previdência Social.

A muito custo e ainda embolada, saiu a reforma trabalhista, desaprovada pela classe trabalhadora.

Estamos cansados de saber, que a carga tributária brasileira é a maior da América Latina, de acordo com informações da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Esse pesadelo do setor produtivo e da população consumidora brasileira nos foi lembrado pela Agência do Rádio Mais, em reportagem recente.

Segundo a agência, a expectativa do governo é que a reforma tributária seja votada ainda este ano. É ver para crer, mais é o que diz a notícia neste fim de ano.

Pois bem, com a proposta nove impostos seriam transformado em apenas um, que seria chamado de IBS – que quer dizer Imposto sobre Operações de Bens e Serviços. Que sonho!

Outro ponto da reforma é dar um peso maior aos impostos sobre a renda, e não sobre o consumo, como é feito hoje. Hahaha! Jamais isso pode ser sonhado no governo Temer e na atual crise.

Esqueça portanto uma reforma tributária deste porte neste resto de governo de Michel Temer e seu grupo. Não é do interesse dos governos. Até mesmo uma minirreforma previdenciária está difícil.

A reportagem diz que a atual carga tributária é empecilho para a sobrevivência das empresas. E é verdade, disso sabemos. Mas essa reforma vem sendo cozinhada desde que eu era menino.


A REALIDADE DOS JUROS BRASILEIROS QUE GOVERNO COMEMORA A taxa baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira do cartão de crédito e do cheque especial

DO BLOG DE

JOSÉ AÉCIO COSTA

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Bem festejada pelo governo Michel Temer e entusiastas da política econômica atual, a taxa básica Selic, do Banco Central, permanece sem surtir efeitos nos cartões de crédito e cheque especial.

Essa realidade é sentida por quem está hoje pendurado em uma dessas alternativas de consumo mencionadas acima. Cadê, então, os juros baixos, as taxas civilizadas? Que nada, enganação!

É isso mesmo. A taxa que anda aí na casa de 7,50% ao ano, e já esteve o dobro disso, realmente baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira em relação ao consumo.

Aliás, sobre a questão do juro, a jornalista de economia Lillian Witte Fibe, que escreve para o site da revista Veja, disse outro dia, que é falso dizer que os juros estão caindo. Sabe por quê?

Nem mesmo a taxa Selic do BC caiu em termos verdadeiramente real, mas nominalmente. Faz sentido seu raciocínio, basta acompanhar o que ela disse e o mercado esconde.

De janeiro a setembro de 2017, a inflação foi de 1,42%, e a Selic também acumulada nos noves meses do ano, de 8%. Qual é a conclusão? Juro real de 6,5%.

Como então o juro real está caindo se está bem acima da inflação baixa comemorada? "Foi a inflação que despencou, e o mérito não é da equipe econômica", disse Lillian Witte Fibe.

Não foi mérito da equipe porque "Os preços caíram por causa da recessão e, principalmente, por causa da conjuntura internacional".

"O juro real do Brasil é o terceiro maior do mundo. Só perde para a Turquia e para a Rússia", finalizou assim Witte Fibe.


GÁS DE COZINHA VIROU ARTIGO DE LUXO PARA TIRAR PREJUÍZODe junho para cá, a pisada tem sido uma só: um aumento depois do outro e não se sabe onde isso vai parar

DO BLOG DE

JOSÉ AÉCIO COSTA

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Ainda na primeira quinzena de outubro, quando o gás de cozinha subia de preço mais uma vez, já se dizia que esse consumo básico das famílias brasileiras havia virado artigo de luxo.

De junho para cá, a pisada tem sido uma só: um aumento depois do outro e não se sabe onde isso vai parar, causando preocupação em todo o Brasil.

É a nova política de preços do petróleo do governo Michel Temer (PMDB) que quer igualar o preço interno ao do mercado internacional, numa corrida louca para tirar o atraso.

Agora esta semana mais um aumento do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) que passou o botijão de 13 kg para mais de R$ 70 na venda das distribuidoras ao consumidor final, que somos nós.

Já estamos com pelo menos cinco aumentos do gás de junho até este início de novembro, com um acumulado na alta de 15,58%, porém a inflação continua produzindo milagre, pois permanece baixa.

Que danado de milagre é esse, hein? E não é só o gás de cozinha que sobe não! Aumenta conta de luz, gasolina, diesel, transporte coletivo, mas a inflação não. Nada disso parece refletir nos índices.

Eu já lembrei aqui que houve um tempo neste país, que se desconfiou que a inflação estava sendo manipulada, com a expurgação de itens e era verdade. Essas manobras técnicas que inventam.

Por enquanto, tudo está confiado ao IBGE, e ao que dizem na mídia nacional os entendidos no assunto, que sempre estão com um argumento na ponta da língua para justificar a inflação baixa. 


ALIANÇA ENTRE PT E PMDB É COSTURADA PARA 2018Tudo muito natural, se não tivesse o PT de Lula raivosamente denominado o PMDB de Temer de golpistas

DO BLOG DE

JOSÉ AÉCIO COSTA

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Vocês conhecem bem o ditado popular que sentencia: "um por todos, todos por um". Assim é o corporativismo que existe hoje em dia no meio político para defender unicamente seus interesses.Como em política partidária tudo é possível, fala-se agora numa aliança entre PT e PMDB  para as eleições de 2018.

Tudo muito natural, se não tivesse o PT de Lula raivosamente denominado o PMDB de Temer de golpistas, por ter derrubado o ciclo de mais de 13 anos de poder dos petistas, aplicando o impeachment contra a então presidente da República, Dilma Rousseff.

Ora, isso são águas passadas, quando há interesses partidários e individuais em jogo. Primeiro os dois partidos estão de olho grande em um quarto dos recursos do Fundo Partidário, conta numa nota a colunista Lydia Medeiros, de Poder em Jogo, no site de O Globo.

Cerca de R$ 1,8 bilhão é o que levaria os dois partidos se se unirem, esquecendo a inimizade.  A sobra seria dividida com nada menos que 30 partidos.

Mas além do quinhão partidário cobiçado pelas duas siglas, há interesses outros em jogo. Estes envolvendo parlamentares no Congresso, em torno de medidas que barrem investigações da operação Lava Jato, como proibição de delação de réus presos, restrição de conduções coercitivas, limites para investigar escritórios de advocacia e aprovação da lei de abuso de autoridade.

É uma vergonha o que acontece na politicalha deste país. Nada que engrandeça a arte de se fazer política, mas apenas em manter privilégios individuais de corruptos.  


DESACERTO GOVERNAMENTAL PIORA INSATISFAÇÃO NO RN O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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Já são praticamente três anos de gestão governamental, que se pode dizer de desacerto e fracasso numa pré-avaliação do governo Robinson Faria (foto), do PSD, no Rio Grande do Norte. Iguala-se, como exemplo, ao governo fluminense de Pezão.

Entalado com a crise financeira que não consegue digerir, o governo se aproxima de seu último ano, cada vez pior.  O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários.

Como se não bastassem os atrasos de pagamento, os salários permanecem congelados com perdas anuais pela falta de atualização, assim como ter de arcar com multas e juros por não conseguir pagar compromissos financeiros assumidos em cartões de crédito, cheque especial e contas.  

A ladainha é a mesma. Tudo é consequência da recessão econômica e de problemas que se arrastam de outras gestões de antecessores. Pode até ser, mas há sinais evidentes de um governo inábil, acuado e sem iniciativas para driblar a crise.

Ora, diz o ditado popular do tempo de meus avós: "Quem não pode com o pote, não pega na rudilha". Para quem não sabe, a rodilha é um pano ou almofada em círculo que se coloca na cabeça para acomodar o peso que se carrega. Exemplo: um pote com água, comum no Nordeste.

O maior compromisso do governador Robinson Faria em campanha foi com a segurança pública. Pois bem, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios do Brasil em 2016, com 1.976 mortes violentas, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Não será novidade se em 2017, o RN assumir o primeiro lugar, uma vez que a escalada da violência permanece no Estado, com mais de 2.000 mortes antes de completar o final do ano.

Na saúde é outra calamidade, com hospitais piores do que no passado, sem resposta satisfatória as demandas da população. A culpa é sempre do antecessor e nada se resolve. Ora bolas! Se era para assim se justificar, então, para que veio?


LIBERAÇÃO DO FGTS É ALTERNATIVA DO GOVERNO TEMERUma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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Está nos planos do governo Michel Temer (PMDB) liberar dinheiro para o consumo neste fim de ano. Depois de despertar a ira da classe trabalhadora com a reforma trabalhista, o governo  tenta de alguma forma amenizar a reação, mas com foco sobretudo na melhoria da economia. Uma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado, até mesmo em caso de dispensa do empregado por justa causa, assim como nas demissões por acordo entre patrão e empregado, diz O Globo, edição de sábado, 27 de outubro. Se isso é bom? Sei não... pois representantes do Conselho Curador temem que tal medida cause uma sangria nos recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Também pretende reduzir a idade novamente, agora para 55 anos, de quem vai sacar o PIS/Pasep. Só isso injetaria na economia R$ 14 bilhões.


UM PAÍS FRAGMENTADO EM SUAS LUTAS NA BUSCA POR CONSENSOO Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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O Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo. Salvo se surgir um candidato ou candidata carismático até lá que consiga unir a nação em torno de um consenso nacional. O pleito do ano que se avizinha ainda é uma incógnita para o futuro do país.

Pelo que se vê atualmente, o governo Michel Temer se mantém impopularíssimo, andando de um lado e o povo de outro, a Câmara Federal está rachada meio a meio, ministros do  STF (Supremo Tribunal Federal) idem, a mídia nacional diverge em seus posicionamentos.

Nessa geleia geral pra que lado vamos mesmo? Seguir em frente com um governo impopular, que enfia medidas goela abaixo da população, apoiado por deputados comprados, suspeitos e investigados, não leva a lugar nenhum. Muito menos ao desenvolvimento desejado.

A rigor, o Brasil permanece em crise econômica braba, com endividamento grave do governo e déficit recordista; municípios e Estados em situação pré-falimentar, com dificuldades financeiras recorrentes, embora se diga que o pior já passou.

Como passou se existem mais de 13 milhões de desempregados? Só não existe mais desemprego porque a ocupação informal, aquela sem carteira assinada e nenhum direito, na verdade, o subemprego, está sendo âncora de salvação.

A inadimplência ainda atormenta a vida de brasileiros e brasileiras nos quatro cantos do país, aliada à perda de renda das famílias, enquanto o governo favorece mais aos ricos.

A crise política, por sua vez, não passou nem vai passar com a nação fragmentada. "Se unidos já somos fracos, desunidos não somos nada", – expressão cravada pelo então governador Cortez Pereira em relação ao seu Estado, o Rio Grande do Norte, que ecoa até hoje, e serve para o Brasil atual.

Caminhamos, portanto, sem rumo certo, sem porto seguro. Até quando? – eis a questão crucial que não quer calar.


INADIMPLENTES SOFREM COM ANSIEDADE POR NÃO PAGAREM CONTASA situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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Está aí uma pesquisa do SPC Brasil nos dizendo que, "quando devemos e não podemos pagar nossas contas, não é apenas a vida  financeira que saí prejudicada". Isso é claro para todo mundo, pois a saúde do corpo e da mente também fica comprometida.

Isso porque tal situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. A não ser, evidentemente, que o devedor seja um caloteiro contumaz.

Pois bem um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas constatou esse comportamento nos devedores destes tempos difíceis.

A pesquisa revela que o número de inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos, após contraírem a dívida, cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado. Passou de 60% para 69%, e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência sobressaem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64% com alta de seis pontos percentuais ante 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%).

O levantamento ainda constatou que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

Na verdade, as dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados, e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas, segundo a pesquisa.

Moral da história: então, a cara de pau dos que dizem, francamente, que "devo, não nego; pago, quando puder" não é para todo mundo.Está aí uma pesquisa do SPC Brasil nos dizendo que, "quando devemos e não podemos pagar nossas contas, não é apenas a vida  financeira que saí prejudicada". Isso é claro para todo mundo, pois a saúde do corpo e da mente também fica comprometida.

Isso porque tal situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. A não ser, evidentemente, que o devedor seja um caloteiro contumaz.

Pois bem um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas constatou esse comportamento nos devedores destes tempos difíceis.

A pesquisa revela que o número de inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos, após contraírem a dívida, cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado. Passou de 60% para 69%, e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência sobressaem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64% com alta de seis pontos percentuais ante 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%).

O levantamento ainda constatou que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

Na verdade, as dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados, e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas, segundo a pesquisa.

Moral da história: então, a cara de pau dos que dizem, francamente, que "devo, não nego; pago, quando puder" não é para todo mundo.


AJUSTE: A BATATA QUENTE NAS MÃOS DO VICERobinson Faria entregou ao vice-governador Fábio o anúncio do ajuste fiscal, constituído de medidas impopulares

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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O governador Robinson Faria (PSD/RN) saiu de fininho para uma viagem internacional, e deixou a batata quente, digamos assim, nas mãos do vice Fábio Dantas (PCdoB/RN).

Traduzindo, Robinson entregou ao vice-governador Fábio o anúncio do ajuste fiscal, constituído de medidas impopulares, para ser apresentado pelo seu companheiro de má gestão governamental.

Aliás, é muito maldade política do governador com seu vice, que para não se desgastar mais perante a opinião pública, sempre repassa para Fábio Dantas (que é deputado) o fardo mais pesado.

"Muy amigo", na expressão da palavra mais certa, esse governador Robinson Faria. Usa o vice para lhe salvar a pele da missão mais pesada do governo, evitando arriscar seu próprio pescoço.

É para isso que o vice assume um tempinho o governo, enquanto o titular passeia numa viagem pela Europa? A bem da verdade, com tamanha crise, o certo era o governador ter feito o contrário. Ter mandado o vice lhe representar lá fora e ficar aqui cuidando dos graves problemas do governo.

Com essa raposice, na verdade, Robinson evita que seu vice rompa como ele rompeu com a sua companheira e antecessora, a então governadora Rosalba Ciarlini, rompendo para conquistar o governo, prometendo ao eleitorado "mundos e fundos".

Mas voltemos ao tal "pacote" fiscal que é o que interessa aqui. Pois bem, o conjunto de medidas prevê, entre outras, aumento escalonado da alíquota previdenciária dos servidores do Estado – coitados! – já com salários em atraso, congelados e achatados, acumulando perdas de poder aquisitivo.

Também  impõe um teto salarial para servidores estaduais, além de permissão para o Poder Executivo editar medidas provisórias. Enfim, tentativa de igualar todos por baixo, sem mais nem menos.

Francamente, espera-se pelo menos dessa vez, um posicionamento digno dos deputados a favor da sociedade potiguar, a mais esse pleito do governo Robinson Faria, que nada fez para merecer credibilidade.


SALÁRIOS: ATRASO NO PAGAMENTO DO ESTADO DEVE CONTINUAR Governador em exercício, vice Fábio Dantas diz que sem empréstimo, governo do RN não tem recursos para pagar salários

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JOSÉ AÉCIO COSTA

Na minha volta a Natal, depois de uns dias em viagem, tomei conhecimento que o pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte atrasa cada vez mais, sem dia certo para receber.

Hoje já é dia 20 de outubro, faltando praticamente dez dias para terminar o mês, mas a folha de setembro ainda não foi paga, apenas iniciada para uma faixa salarial dos que ganham até R$ 2.000.

A situação é crítica. O governador em exercício, o vice Fábio Dantas, diz pelo portal G1RN que, sem a liberação do empréstimo de R$ 698 milhões, o governo do RN não tem recursos para pagar salários.

Não é que o dinheiro do empréstimo destine-se diretamente para pagar salários, porque não pode. Mas facilitaria ao governo retirar de outra fonte para pagar apenas 2017.

Mesmo com empréstimo aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado, a pretexto de botar ordem nas finanças, o governo Robinson Faria não consegue acertar o passo. O desequilíbrio entre receitas e despesas domina e deve continuar em 2018.

Afinal de contas o que estará acontecendo neste Estado? Será que a crise só reflete no governo do Rio Grande do Norte? Por que outros Estados conseguem driblar a crise financeira, menos o RN?

Estive no Ceará e por lá o governo cearense está se vangloriando da solidez fiscal que atrai mais investimentos para os cearenses.

Enquanto aqui no Rio Grande do Norte nada se consegue melhorar pelo menos desde o início do governo Robinson Faria que marcha para fechar o terceiro ano de mandato e iniciar o último.

Nada do prometido na campanha passada foi cumprido até aqui. Quem nada fez em três anos, difícil é acreditar que fará três em um último ano. Estamos às portas de 2018, ano eleitoral.

Pelo andar da carruagem está mais propenso a prever que o governo Faria (que não fez) terminará os quatro anos com zero à esquerda.


SAÚDE: DESASSISTIDOS E ENTREGUES À PRÓPRIA SORTE NO RNA notícia nos diz que "Sem transplante de medula há um ano, 20 crianças morreram à espera de tratamento"

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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É incrível que a saúde pública no Brasil e, particularmente, aqui em Natal, capital do Rio Grande do Norte, tenha chegado a esse nível de desassistência e desespero. A notícia nos diz que "Sem transplante de medula há um ano, 20 crianças morreram à espera de tratamento", do portal G1RN.

O pior está lá como resposta a esse drama para quem busca assistência na saúde pública potiguar: a Secretaria de Estado, responsável pela pasta, diz que não existe prazo para retomar a oferta. Santo Deus, que tempos estamos vivendo com a falência do poder público.

Mas o que mais deixa indignado os que testemunham essa tragédia infantil no Estado é a falta de uma perspectiva que traga alento à crise, enquanto políticos correm atrás de malas e caixas de dinheiro, tramam o jogo sujo às escondidas e negociam por aí seus interesses próprios.

O Rio Grande do Norte está há cerca de um ano sem realizar transplante de medula óssea,  que levou a óbito 20 crianças nesse período. Esperavam um tratamento para doenças como leucemia, que o governo do Estado e as autoridades deste país se mostraram incapazes de dar a assistência.

Agora, coloque-se qualquer um de nós em tal situação, sem ter para onde apelar mais, por falta de recursos, a não ser para seu direito constitucional e dever do Estado? Políticos de todos os matizes merecem uma resposta dura no pleito de 2018.

As urnas devem dizer claramente, que eles (ou elas) são eleitos para fazer cumprir a Constituição e trabalhar, acima de tudo, pelo bem comum e não para se locupletarem, ou realizar apenas ações populistas como forma de se reeleger na próxima eleição.

Mais lamentável é que, muitos desses pacientes infantis ainda se agarravam a um fio de esperança, pois já dispunham de doadores de medula. No entanto, o Estado falhou e não fez a sua parte.

Triste o drama dessas famílias potiguares!


ENERGIA: CONTA DE LUZ AUMENTA COM BANDEIRA VERMELHAPrevisão diz que com falta de chuvas, preço de energia pode disparar

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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Péssima notícia. Com falta de chuvas, preço de energia pode disparar, diz o site do Globo. É que a partir agora de outubro, consumidores brasileiros de energia vão ter de arcar com uma tarifa mais cara, passando da bandeira tarifária amarela, em setembro, para a vermelha, segundo patamar. Isso quer dizer acréscimo de R$ 3,50 por cada 100 kWh (kilowatts hora). A bandeira amarela, nível 1, corresponde a R$ 2,00 pelo mesmo kWh. Portanto, vamos a pagar as luzes, gente! Antes que venha aí os indesejáveis apagões do passado. Esta vai ser a primeira vez que o segundo nível da bandeira vermelha é acionado no país. E aí, com combustíveis aumentando, energia elétrica também, como fica a inflação? Não venham me dizer em declínio novamente.


PAÍS: BRASIL VAI MAL NA UTI COM RISCO DE CRISE INSTITUCIONALEm qualquer país sério, honesto, de moralidade, um senador acusado com provas como Aécio Neves (PSDB), já teria renunciado para então se defender

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JOSÉ AÉCIO COSTA

j.aeciocosta@gmail.com

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Para defender um político envolvido em graves provas de corrupção, no caso o senador Aécio Neves (PSDB/MG), o Senado quer peitar o STF – Supremo Tribunal Federal.

Pretende derrubar decisão tomada pela Primeira Turma do STF, que em maioria afastou do mandato o senador mineiro e impôs seu recolhimento noturno. Ainda bem que não o mandou para a prisão.

No entanto, um Senado infestado de corruptos como nunca visto, pois expressiva parte está às voltas com a Justiça, quer livrar o senador Neves da decisão da Corte.

Isso, para quem ainda não sabe, apoiado pelo Planalto, onde se tem um presidente (Michel Temer) também envolvido até o pescoço com corrupção, mais o apoio dos partidos PMDB, PT e o próprio PSDB, é claro, de Aécio Neves.

Nesse rolo todo, ainda tem um ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes (este está em todas na defesa dos corruptos), discordando de seus pares e dando voz aos corruptos. Afinal, deve-se perguntar: de qual partido é esse ministro?

É mais um fato inusitado, que marcha para grave crise institucional, como disse o ministro Marco Aurélio Mello, este também na defesa de Aécio, e que deixa a nação brasileira confusa e perplexa.

Esses políticos corruptos estão, enfim, querendo o que mesmo deste rico país e ao mesmo tempo pobre de valores éticos e morais? Não basta o que já fazem com a nação?

Em qualquer país sério, honesto, de moralidade, um senador acusado com provas como Aécio Neves (PSDB), já teria renunciado para então se defender das graves acusações que pesam sobre ele.

Mas político brasileiro é duro na queda porque não mostra dignidade, um valor que hoje em dia está em falta na política brasileira. É por demais impressionante tudo isso!


ECONOMIA: GÁS DE COZINHA EM ALTA ATINGE ORÇAMENTO DOMÉSTICOIsso quer dizer que cozinhar em casa, no restaurante e aonde mais se servir uma refeição ficará mais caro

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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A população brasileira parece até indiferente ao que acontece no país. Está aí, desde esta terça-feira (26/9), mais um aumento do gás de cozinha, mas ninguém está nem aí.

Não vejo mais as donas de casa saírem reclamando de preço nenhum, nem muitos menos os chefes de família. Donos de carros ainda esboçam alguma reclamação assim que a gasolina sobe de preço.

Mas agora foi o botijão do gás de cozinha, que subiu mais vez, reajuste de 6,9%, encarecendo o consumo doméstico. É o segundo aumento em menos de um mês.

Isso quer dizer que cozinhar em casa, no restaurante e aonde mais se servir uma refeição ficará mais caro. O diabo é que só se fala hoje é da nova inflação em declínio, segundo a orquestração da mídia.

O tomate até já virou o mocinho da nova fase da economia sem inflação. Antes, quando os tempos eram outros, fala-se mesmo era do vilão que podia ser o aumento, por exemplo, dos combustíveis.

No entanto, atualmente com o deus-mercado dominando a economia, parece que nenhum produto influencia mais nos índices inflacionários aferidos pelos institutos.

Será mesmo que o tomate, o feijão carioca, o açúcar e o leite longa vida influenciam mais a inflação do que os combustíveis aumentando? Até porque a carne não baixou de preço.

Isso me remete a um passado distante em que governo influenciava os institutos a expurgar itens de produtos na aferição da inflação. Isto aqui é Brasil.

Desculpem a ignorância, mas se ocorreu no passado tal expurgo, por que não duvidar agora? O clima em torno da inflação hoje é de festa, enquanto preços pipocam por aí afora.


ECONOMIA: INFLAÇÃO DE PRIMEIRO MUNDO NO BRASIL?Ledo engano! Nem tudo são flores como a primavera

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JOSÉ AÉCIO COSTA

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Saí para o supermercado neste primeiro sábado da primavera, mais alegre que mendigo de ray-ban, como manda a estação do ano.

A alegria era para verificar se a nossa inflação brasileira anda mesmo se igualando a de um custo de vida de primeiro mundo, como tem orquestrado a mídia.

Ledo engano! Nem tudo são flores como a primavera. Não consegui economizar nada nas compras semanais lá de casa. Aliás, nada não, minto. Até que houve uma leve melhora no final das contas. Mas eu e a mulher nos esforçamos para colocar no carrinho do supermercado menos coisas que pudéssemos.

Será que só acontece comigo – pensei. Por que essa inflação não baixa no tamanho da minha ansiosa expectativa e do que diz o IBGE e a mídia?  Meirelles, ministro da Fazenda, solta fogos todos os dias na comemoração da nova realidade econômica brasileira em suas entrevistas.

A mídia está mais do que afinada na orquestração da nova vida sem inflação. Anda até dizendo que logo, logo, chegaremos a uma inflação de país civilizado, abaixo da meta básica dos 3% ao ano.  Isso deve-se principalmente à alimentação, porque aos combustíveis é que não é. Pelo contrário, os combustíveis andam na contramão.

Para esse novo cenário econômico, o setor produtivo agrícola é que tem sido festejado como nunca. É ele sobretudo que está baixando a inflação, alimentando as bocas e dando empregos. As safras são cada vez mais recordes.

Se não fosse o agronegócio... Ai de nós! Por sinal, dizem os PhDs em economia, que é essa supersafra que tem funcionado como contraponto ao aumento dos combustíveis que agora sobe quase todo santo dia. Entramos em mais essa roubada.

Que o clima não nos deixe na mão e seja sempre favorável. Não estrague nossa festa que está apenas começando. Deus nos livre que não seja só um ensaio.


VIVER: MAIS UMA PRIMAVERA DA CRISESó o que não continua amena é a crise política no país e por que não a econômica também

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JOSÉ AÉCIO COSTA

j.aeciocosta@gmail.com

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Sai o inverno, entra a primavera. Estação do ano que tem previsão de calor e temperaturas mais altas. Começa nesta sexta-feira, 22 de setembro, fim de semana para se comemorar.

Mas, calma lá gente! Os institutos que estudam o clima nos diz que nas regiões Norte e Nordeste devem haver pouca variação de temperatura neste período.

É a saída do inverno para preparação do verão. Começa por esta data, entre 21 e 22 de setembro, no Hemisfério Sul, e vai até 21 de dezembro, quando tem início o verão.

É uma estação alegre, pois é considerada a mais florida do ano. Ao menos aqui em Natal, onde moro, a primavera nos chega com o sol brilhando pela manhã logo cedo e com uma temperatura amena.

Só o que não continua amena é a crise política no país e por que não a econômica também. O desemprego permanece alto e os investimentos ainda não voltaram.

Se bem que, de acordo com o IBGE a inflação anda se segurando e até cedendo um pouco, mas os combustíveis não. Tem aumentado a gasolina, o diesel, o gás de cozinha, por aí.

Como pode? Que mágica! Neste país governado por Michel Temer e com um Congresso que se vende em negociações, nada é confiável mais por aqui. Bem ou mal, assim seguimos!

O nó maior é mesmo no campo político, em que deve seguir para a Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. E que república! – diz Hélio Fernandes.

Denúncia de obstrução da Justiça e organização criminosa – duas graves denúncias em uma. São das últimas flechadas disparadas no finalzinho do mandato do então procurador geral Rodrigo Janot.

A primeira denúncia de corrupção passiva, infelizmente a maioria da Câmara impediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) seguisse em frente na investigação. Indignação geral!

Dizem que essa segunda também não passa porque os deputados não deixam. Fica tudo para depois do mandato tampão de Temer, que termina em dezembro de 2018 e já vai tarde.


ESTADO: UM SOFRIDO RIO G. DO NORTEA região sul natalense espera desde o governo anterior da então governadora Rosalba Ciarlini, em 2014, o acesso sul do Aeroporto de Natal

JOSÉ AÉCIO COSTA

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A região sul natalense espera desde o governo anterior da então governadora Rosalba Ciarlini, em 2014, o acesso sul do Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, que até hoje necas de pitibiriba.

Obra que o atual governador do RN, Robinson Faria (PSD) também prometeu e ainda nada de conclusão. O esgotamento financeiro do Estado potiguar paralisou o governo.

Portanto, o único acesso que existe é do lado norte que se torna mais distante e que sofre não raro problema de atravancamento pelo trânsito do além- rio Potengi.

A obra está paralisada por falta de recursos financeiros. Na semana passada se soube que o governo Robinson esticou o prazo de término da obra para mais daqui a um ano.

Como estamos em setembro, isso quer dizer que só em setembro de 2018, véspera das eleições gerais no país e já aproximando-se o fim do primeiro mandato do governo Robinson Faria.

Robinson, ainda no silêncio pré-eleitoral, não confirmou se sairá candidato a reeleição ou a outro cargo eletivo, em razão, é claro, dos desacertos de seu governo que caiu na impopularidade.

Até agora, seu governo não entregou uma só obra de maior (ou menor) importância para o Estado, além de tocar a rotina administrativa, que sequer mantém a folha de pessoal em dia.

É possível que, se de fato, Robinson Faria deseja sair candidato a alguma coisa, ele entregue até lá algumas obras inacabadas e o acesso sul do aeroporto esteja no meio dessas, sim.

O dinheiro pode estar difícil como for, mas em ano eleitoral ele aparece. Saia de onde sair. Caixa um, caixa dois, sabe-se lá o quê! Disso ninguém tenha a menor dúvida. Quem viver verá! – já dizia o sábio cronista.  


BRASIL: CADÊ A ORDEM E PROGRESSO?O Brasil, cujo lema é ordem e progresso, não pode se permitir a essa roubalheira sem fim

JOSÉ AÉCIO COSTA

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Quem, afinal, roubou mais a nação? O quadrilhão do PMDB sob o comando de Temer, ou Lula e seu PT, ou o PSDB do senador Aécio Neves? Se bem que isso nem interessa tanto. A questão é muito mais saber quem rouba ou roubou para ser punido e varrido do cenário político-partidário.

O Brasil, cujo lema é ordem e progresso, não pode se permitir a essa roubalheira sem fim, sangrando os cofres da nação para que maus políticos permaneçam no poder, enquanto empresários de forma ilícita continuem ampliando suas fortunas a custa do dinheiro público.

É urgente tentar mudar este país já a partir das eleições de 2018, quando se deverá eleger novo presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais, bem como senadores.

Temos ouvido muito "não se aguenta mais tanto roubo!" De fato, o país precisa dar respostas éticas e moralistas ao povo com serviços públicos de qualidade na saúde, educação, segurança e também obras de infraestrutura para o desenvolvimento.

Lamentavelmente, o individualismo, o egoísmo e a ambição do ter mais, invertem valores atuais que deveriam nortear a sociedade brasileira: a do ser exemplo para futuras gerações e basta.

Que país, afinal, é este que pesa sobre os ombros de seu presidente, autoridade máxima, acusações de corrupção, organização criminosa e tentativa de bloqueio da Justiça?

Quando não é de um presidente que se fala mal, sempre recai acusações nefastas sobre outra autoridade, que pode ser governador de Estado, senador, deputado, prefeito ou vereador.

Não, andamos mal de políticos para nos representar e isso precisa mudar, renovar e melhorar. Só depende de nós mesmos.


VIVER: COISAS DO CUSTO DE VIDA NA CAPITAL POTIGUARDizem na mídia que a inflação está baixando. Mas às vezes tenho dúvidas se o estudo reflete mesmo, a rigor, nossa realidade

JOSÉ AÉCIO COSTA

Dizem na mídia que a inflação está baixando. Pra ser sincero, nem sei como tecnicamente é aferido o índice. Sei que são levados em conta alguns itens do custo de vida, mas às vezes tenho dúvidas se o estudo reflete mesmo, a rigor, nossa realidade.

Até porque não dá para sentir nada facilitado por aí afora. Pelo contrário, a situação é cada vez mais de aperto para quem sobrevive de um salário minguado, caso da maioria dos brasileiros e brasileiras. Também faço parte desses deserdados.

Quer ver? Para quem vai ao supermercado semanalmente, encontra cada unidade do abacaxi à venda por mais de R$ 3,00. Um só. Se você for a um vendedor ambulante ou feira livre, consegue comprar por bem menos algumas unidades. Mas a classe média perdeu o hábito de ir à feira.

É claro, para passar por pose de bacana, prefere muito mais o conforto do supermercado mais próximo de onde reside em seu bairro. Puro comodismo? Talvez, lá encontra de tudo, mesmo que pague mais pelas suas compras de cada semana ou mês.

No entanto, na avenida das Alagoas, em Neópolis, zona sul, daqui de Natal, está todos os dias um vendedor de frutas, que arma sua tenda por ali, no canteiro central,  a oferecer três abacaxis por apenas R$ 5,00. Olhe aí a pechincha.

É logo depois da passagem de nível inferior sob a BR 101, em direção à avenida Ayrton Sena, vizinho ao supermercado Makro. Além do abacaxi, acrescente melancias e laranjas à venda também. Já vi gente de carro parando para comprar, em minhas caminhadas matinais no pátio do Makro.

Mas enquanto a fruta é bem mais cara no supermercado, estacionar no Híper Bompreço, da avenida Engº Roberto Freire, caminho de Ponta Negra, acabou a colher de chá. Antes, você estacionava e tinha direito a 40 minutos.

E qualquer valor comprado valia pelo estacionamento livre, além desse tempo. Agora, a permanência grátis baixou para 20 minutos apenas. Se nesse tempo não for feita uma compra que equivale a R$ 20, pagará pelo estacionamento R$ 6,00 até uma hora ou duas horas. Depois disso, fica mais caro.

Estacionamento de graça na zona sul natalense, por enquanto só no shopping Midway Mall e Carrefour. Até quando? Não sei.


BRASIL: DEMANDAS SEM ATENDIMENTOÉ bem possível que em 2018, por meio do voto nas urnas, este Brasil comece a pensar e mudar de rumo

Que país é esse que faltam creches e medicamentos básicos para os que não pode comprar? A gente começa o dia logo se indignando com o que assisti pela televisão. É só ligar e o café fica indigesto. É melhor nem tentar buscar notícia boa porque não vai achar.

Hoje, por exemplo, foi dia do noticiário nos mostrar a realidade de um país que não anda. Permanece nos desgovernos que existem pelo Brasil afora, a partir da esfera federal, passando pela estadual e estendendo-se ao âmbito municipal.

O Bom Dia Brasil nos traz um retrato do descaso governamental: "Metade das creches que governo financia tem obra parada ou atrasada", baseada em levantamento da Transparência Brasil.

Quase 7,5 mil obras em andamento no Brasil, 29% estão paradas e 17% atrasadas. Pior é saber que, desta forma, em dez anos, o governo gastou pelo menos R$ 1,5 bilhão só com obras paradas. Enquanto isso, mães pobres que precisam trabalhar não encontram creche para deixar seus filhos.

Outro drama brasileiro é a falta de medicamentos e material básico nas farmácias da rede pública em vários Estados para tratar doenças como a diabetes. Como disse a apresentadora do Bom Dia Brasil, isso põe em risco a vida de milhares de pacientes.

A insulina é um desses medicamentos em falta que deixa as pessoas desesperadas, assim como o material para monitorar a doença.  E isso já acontece há meses. Cadê a responsabilidade pública para quem não pode comprar o que está faltando?

É bem possível que em 2018, por meio do voto nas urnas, este Brasil comece a pensar e mudar de rumo. Ninguém aguenta mais políticos descompromissados com o bem comum.

O Congresso (deputados e senadores) em vez de ouvir a voz das ruas vira as costas para o povo. Ah, Suas Excelências precisam receber o troco, que virá mais dias, menos dias.


ALPARGATAS: À ESPERA DO NOVO DESTINOGalpões em imenso terreno da extinta fábrica no bairro de Neópilis, em Natal, aguardam destino

por José Aécio Costa

Toda vez que passo em frente ao conjunto de galpões do prédio onde funcionou a extinta fábrica da Alpargatas (foto), no bairro de Neópolis, em Natal, zona sul, fico a imaginar com certa curiosidade qual o destino a ser dado àquele terrenão de área imensa.

Talvez não demore muito, já que a J&F, do grupo empresarial Joesley Batista, o do escândalo político com o presidente  Michel Temer (PMDB), está vendendo sua participação à Cambuhy Investimentos (uma gestora de recursos), Itaúsa e Brasil Warrant.

A estimativa é que o negócio custará R$ 3,5 bilhões aos três novos acionistas. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já aprovou a venda sem restrições, decisão que estava ainda pendente, mas já resolvida.

Há várias especulações em torno do destino a ser dado ao local, uma delas é de construção de um shopping center. Mas pode ser também um projeto habitacional de casas ou apartamentos, como também uma grande instituição de ensino, além de outras opções.

O próprio grupo poderá investir se tiver interesse ou passar adiante em negócio para quem se interessar pela área, por sinal, bem localizada, à margem da BR 101.


Aqui funcionou a extinta fábrica da Apargatas, bairro de Neópolis, há anos fechada. O local é guardado por vigilantes
BRASIL: GOVERNO TEMER EM CRISE BRABAO déficit nas contas deste ano (2017) é de R$ 139 bilhões

por José Aécio Costa

A crise que antes só atingia fortemente os Estados e municípios, agora chegou pra valer ao governo Michel Temer (PMDB) e com certeza refletirá em todo o país.

O déficit nas contas deste ano (2017) é de R$ 139 bilhões. Por conta desse rombo o governo estuda cortes de gastos, mais aumento de impostos e até da contribuição previdenciária do servidor público.

É interessante! Mas para a compra de votos com emendas parlamentares para sustentar Temer e seu grupo no poder nada foi poupado.


ENERGIA: FORÇA DAS EÓLICAS NO NORDESTEPelo menos num setor o Rio Grande do Norte está bem, liderando o ranking. É o da energia eólica

por José Aécio Costa

Bons ventos estão a nos ajudar em meio a tanta desgraça que acontece hoje em dia. Para não se dizer que se fala apenas de notícia ruim, aqui vai uma boa informação, que dá para comemorar. Pelo menos num setor o Rio Grande do Norte está bem, liderando o ranking.

É o da energia gerada pelos ventos, em parques eólicos (foto), de acordo com os números positivos que reforçam a produtividade eólica no país, conforme informações do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Esse já é um setor que surpreende.

O Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os Estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada. Nesse setor o RN tornou-se líder nacional em produção de energia pela força dos ventos com 3.3GW (Giga Watts) de capacidade instalada num total de 127 parques em operação. 

Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 71 usinas eólicas, segundo dados do Cerne. De forma geral, as usinas eólicas do país mantêm produtividade em alta, enquanto a região Nordeste puxa o volume de produção e movimenta o setor.


ACADEMIAS: O PROPÓSITO ATÉ QUE É NOBREUsar equipamentos sem que você saiba fazer correto o treinamento e sem saber qual a finalidade é um risco físico para a saúde

por José Aécio Costa

Depois que me submeti a uma cirurgia e tive que passar meses em recuperação fora das academias de musculação, fui voltando aos poucos às minhas caminhadas na praça. Até que chegou o tempo de retornar às atividades físicas mais intensas.

Antes de voltar à antiga academia próxima de onde moro, resolvi manter minhas caminhadas e fazer os exercícios físicos na Academia da Terceira Idade da praça central aqui do bairro. Fui ficando por lá, fazendo amizades, e até este mês de julho não voltei à academia de antes e nem nenhuma outra.

O problema é que senti pela própria experiência que essas academias da terceira idade (ATIs), também conhecidas por academias ao ar livre, pois são frequentadas por pessoas de todas as idades,  faltam uma complementação indispensável. Trata-se do profissional orientador dos exercícios.

Usar equipamentos sem que você saiba fazer correto o treinamento e sem saber qual a finalidade é um risco físico para a saúde. Além de que antes de qualquer exercício, até mesmo as caminhadas, devemos passar por consulta médica que vai nos dizer se estamos realmente em condições.

Todos nós, reconhecemos o bom propósito das prefeituras que instalam essas academias, contudo, pecam pela falta complementar das outras ações que deveriam acompanhar.

A rigor, eu só me dei conta de que faltam essas medidas complementares, quando surgiu na ATI da praça, daqui do bairro de Neópolis, zona sul natalense, um professor de educação física aposentado.

Tem sido com muita boa vontade que o veterano professor vai nos ensinando a usar adequadamente cada equipamento e alertando para o risco quando fazemos de forma errada.

Pesquisei no Google o assunto e por lá encontrei artigos que tratam do tema e que focam as falhas dessas prefeituras, como a de Natal, ao instalar tais academias públicas.

Quer dizer, não é só inaugurar a academia com seus equipamentos e deixar à mercê da sorte de cada um, como a dizer: está aí, quem quiser que se vire!  É preciso tornar a obra completa.

Graças a Deus houve coincidência de horário e disposição do veterano professor a nos dar uma mãozinha todas manhãs.


POLÍTICA: CRISE SEM FIM PREVISÍVELTalvez Temer torne o fim da crise imprevisível se não renunciar

por José Aécio Costa

Prolongar mais tempo no poder, retardando o máximo sua saída, seria hoje a intenção do presidente Michel Temer (PMDB). Pouco importa que o país "sangre" até lá.

Talvez Temer torne o fim da crise imprevisível. Até mesmo se a denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, não passar pelo plenário da Câmara, obrigando o STF (Supremo Tribunal Federal) enterrar a acusação da PGR contra o presidente.

 Rodrigo Maia (foto),  presidente da Câmara, já adiantou que pode aceitar pedido de impeachment contra Temer. Promete agir muito mais como presidente da Casa e menos como aliado.

Pelo visto, como Temer insiste em não renunciar, tome crise política pela frente e instabilidade. Até quando? Só Deus sabe!


Rodrigo Maia (DEM/RJ), presidente da Câmara, adianta que poderá aceitar pedido de impeachment contra Temer
CIDADES SOB O MEDO DA VIOLÊNCIANinguém está à salvo da violência que toma conta da cidade, em Natal, arredores e outros municípios do interior do RN

por José Aécio Costa

Ninguém está a salvo da violência que toma conta da cidade. Em Natal, capital potiguar, são assaltos a carros fortes, salões de corte de cabelo, farmácias, restaurantes, lojas de shoppings, assim como a transeuntes nas ruas ou em pontos de ônibus, quando não dentro do próprio transporte coletivo.

O que fazer para viver numa cidade assim? Confesso que não sei e talvez ninguém saiba, a não ser dizer o que quase todo mundo já faz. Procurar rezar, proteger-se e arriscar-se menos por aí. Deixar de trabalhar e se dedicar aos fazeres do cotidiano lá fora para ficar trancado em casa, isso é que não pode, nem se deve fazer.

Então, é encarar a realidade, tomando-se as precauções, é claro. A polícia, com seus efetivos militares e civis baixos, deficitários até de estrutura de armamento e carros, guarda pouco a cidade, que vai se deixando mais e mais ser tomada pelo medo.

O governo promete fazer mais pela segurança pública, mas muitas promessas ficam apenas nas ideias e não chegam a tempo de evitar tragédias como a de Micaela Ferreira Avelino, de 26 anos.

Baleada na cabeça depois que virou refém de um dos assaltantes dentro de um shopping do bairro de Nova Parnamirim, na Grande Natal, nesta quinta-feira, 13 de julho, em meio a um tiroteio entre vigilantes de um carro forte e bandidos, ela não resistiu e morreu no hospital.

Triste fim o de Micaela que, segundo contam, a loja (uma barbearia) em que trabalhava havia até se mudado da rua para dentro de um pequeno shopping, como forma de se proteger melhor de assaltos.

E tantas outras tragédias que vêm acontecendo na região metropolitana natalense, aterrorizando a população pacata e ceifando vidas repentinamente. Esse é o clima de guerra urbana em Natal, cidades do seu entorno e até municípios do interior do RN, como Mossoró e outros. Está difícil viver.


JUSTIÇA: NINGUÉM ACIMA DA LEIO país espera pela condenação de um primeiro ex-presidente e de um primeiro presidente no exercício do cargo

por José Aécio Costa

Soa bem a frase: "Ninguém acima da lei" para qualquer país que se respeite, tenha o mínimo de dignidade e de decência. É o que se espera, certamente.

Pois bem, agora que saiu a condenação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a nove anos e seis meses, sentenciado pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, deixando em êxtase a corrente da direita, que venham merecidas outras.

É a vez do presidente Michel Temer (PMDB), acusado por corrupção passiva, a começar pela Câmara dos Deputados autorizando o STF (Supremo Tribunal Federal) a seguir em frente com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e abrir processo.

Nesse caso, se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Temer se tornará réu e será afastado por 180 dias da Presidência até o julgamento do caso. Se condenado, perderá o cargo em definitivo.

É hora, então, da sociedade brasileira reconhecer que a justiça foi feita, sem dois pesos e duas medidas. Condenação de um primeiro ex-presidente e de um primeiro presidente no exercício do cargo. O que quer dizer: ninguém está a salvo se praticar ilícitos.


TRABALHO: É O JOGO DO PODERDaqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Por fim, depois de muito bate-boca, pressões parlamentares e protesto, a reforma trabalhista que altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) teve aprovação do Senado. Antes passou pelo crivo da Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Michel Temer.

Defendida pelo setor produtivo e contestada pela maioria da classe trabalhadora, o primeiro segmento diz que a reforma significa a modernização do mercado de trabalho; a corrente contrária, no entanto, afirma que as mudanças beneficiarão apenas quem a defende.

Seja como for, daqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado, amenizando o estoque de quase 14 milhões de desempregados no país que a crise produz.

Na verdade, para a área empresarial não resta dúvida que se beneficiará no enxugamento de custos e no afastamento de pressões sindicais nas negociações entre patrões e empregados.

É sabido também que muito mais difícil para o setor patronal seria conseguir dos governos uma reforma tributária que simplifique impostos e reduza a voracidade governamental por mais. Então, a saída viável foi seguir pela alternativa conveniente e ter o governo como aliado.

O governo, por seu lado, é claro, também respira aliviado de pressões da elite econômica, pela urgência de uma reforma tributária, ao menos por enquanto. Assim segue o jogo!


HOSPITAIS: TRANSFORMAÇÃO EM UNIDADES BÁSICASA rede estadual de saúde do RN vai ser reavaliada e adaptada ao que realmente pode cumprir

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governo Robinson Faria (PSD/RN) pretende transformar, a princípio, sete hospitais do Rio Grande do Norte em unidades básicas de saúde, pelo fato de o Estado não dar condições de funcionamento como unidade hospitalar. Outros poderão ser ou não readaptados a essa transformação posteriormente.

Trata-se de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Estado (MPE) com o governo do RN para que a rede  estadual de saúde seja reavaliada e adaptada ao que realmente pode cumprir.

É claro que, sem pensar duas vezes, o Estado muito mal das pernas, concordou sem hesitar. Ora, com isso, serão feitos enxugamento de custos, reduzindo problemas estruturais e de procedimentos.

Até porque, segundo documento do MPT e MPE, na verdade "o Estado demonstrou descumprir em todos os seus hospitais regionais e unidades de saúde, as normais laborais referentes à proteção da saúde, segurança e higiene dos profissionais que neles laboram".

Como ainda, descumpre "determinações contidas na Norma Regulamentadora nº 32 do Ministério do Trabalho e Emprego", diz o documento, divulgado na mídia local.

Diante de tal situação, para dar condições ao governo do RN cumprir com seus deveres na assistência à saúde pública, os representantes do MPT e MPE sugeriram uma readaptação da rede. Isso permitirá que o Estado concentre seus esforços em hospitais maiores de regiões-polo.

A ideia é que cada um desses hospitais que não apresenta condições estruturais de atendimento, seja convertido em um desses sistemas: unidade básica de saúde (UBS), unidade de pronto-atendimento, sala de estabilização ou outro formato adequado.

Até aí, apesar do retrocesso, é compreensível de certa forma o encolhimento da rede de hospitais. Ou seja, trocar quantidade por qualidade.  A questão é se, nem assim, o governo Robinson cumprir o acordo. Assim caminhará (ou não) o RN.


O hospital de Angicos, na foto, deve virar unidade de saúde
TEMER: UM PULO LÁ E OUTRO CÁMichel Temer ainda pensa que consegue enganar a opinião pública

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Como dizem lá no interior, foi "um pulo lá e outro cá", a viagem de Temer (foto), primeiro presidente acusado de corrupção, à reunião do G-20, em Hamburgo, na Alemanha, neste fim de semana.

Os sinais dessa pressa e preocupação com a marcha dos acontecimento políticos no país, estão no tipo de transporte que Michel Temer usou: um 767 da FAB, com mais autonomia de voo e que não precisa fazer escalas para reabastecer.

No entanto, para aparentar despreocupação com clima de crise grave que o país enfrenta, o presidente Temer sapecou para a mídia que estava "tranquilíssimo".

Ora, ora! Temer ainda pensa que consegue enganar a opinião pública. Se de fato estivesse tranquilo, não teria voltado antes do término dos trabalhos da reunião, no sábado.

Também não andaria cometendo gafes em sua fala, ao dizer que estaria, conforme noticiado, "fazendo voltar o desemprego". Sinal de desconcentração no que vai falar. Não foi a primeira.

Por essas e outras, Temer tenta aparentar uma falsa normalidade, vivendo um clima infernal no país. Mais dias, menos dias, o desfecho dessa crise se consumirá.


OBRAS: IMOBILIDADE GOVERNAMENTAL NO ESTADO O governo do RN foi nocauteado pela crise financeira e não consegue reagir

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

É uma situação crítica a do governo Robinson Faria (PSD/RN) no Rio Grande do Norte desde seu início, há dois anos e meio, imobilizado diante da crise financeira que atingiu o Estado.  O governo foi nocauteado e não consegue reagir.

O estrago se avalia pela quantidade de obras públicas paralisadas. São ao todo 313 obras paradas e inacabadas, que estão sendo auditadas por uma comissão criada pelo Tribunal de Contas do Estado.


Tais obra estariam localizadas em pelo menos cem dos 167 municípios potiguares, conforme diz reportagem publicada pelo jornal Tribuna do Norte no final de junho. Há exemplos, portanto, espalhados por todo o RN.

Isso até onde a inspetoria de controle externo do TCE conseguiu realizar levantamento preliminar dos projetos nessa situação. Um montante de R$ 308 milhões investidos de um total de R$ 600 milhões.

Acrescente-se a essa paralisia, o mau funcionamento de hospitais públicos estaduais, a criminalidade e violência urbana sem controle e uma educação muito aquém da desejável.

Pelo sinais, não será surpresa de um final de governo com administração zero. O governo Robinson Faria apenas toca o trivial do dia a dia de qualquer gestão.

Aliás, o que faz muito mal, pois até aqui sem conseguir repor o calendário de pagamento em dia do funcionalismo. E assim segue candidato a uma das piores colocações no ranking das administrações governamentais do país.


Obra inacabada do Terminal Pesqueiro Público em Natal
GOVERNADOR: MAIS UMA PEDRA NO CAMINHORobinson agora passa a ser um dos investigados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, até aqui permanece sem dizer para que veio. Afinal, já percorreu mais da metade de seu mandato e não consegue deslanchar em nada.

Além de fazer um mau governo, sempre culpando a crise financeira, Robinson agora passa a ser um dos investigados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

O pedido de abertura de inquérito para investigação foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ele, Robinson, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (ambos do PSD/RN), terem sido alvo das delações de executivos da JBS. Que enrascada!

Segundo essas delações, o governador do RN e seu filho deputado pegaram propina da empresa JBS, algo em torno de R$ 10 milhões, na época em que ele era candidato ao governo no Estado.

Em contrapartida, ainda segundo as delações, Robinson prometia facilitações ao grupo empresarial na futura privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

O governador nega que haja ilegalidade, fato comum em casos de delações à Justiça, mas não deverá escapar pelo menos das investigações da PGR.

Diz o governador potiguar que foi tudo devidamente lícito. Para provar isso, Robinson Faria vai ter que apresentar consistente defesa jurídica.


ROBINSON defende-se dizendo que foi tudo devidamente lícito
BRASIL: PAÍS DE PROFUNDAs DESIGUALDADES

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Esta é uma preocupante notícia e ao mesmo tempo triste. "O Brasil é o décimo país mais desigual do mundo", segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, escreveu Marcelo Sakate na revista Veja desta semana.

Baseada em informações de Tendências Consultoria, com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e, também, da Receita Federal, a revista semanal nos traz um retrato da realidade de hoje no país.

Para começar, logo abaixo da manchete, o subtítulo diz que "Estudos revelam que o desequilíbrio de renda no Brasil é maior do que o estimado anteriormente". Não é só. Afirma também que a retomada na economia, a princípio, deverá alargar o fosso.

As novas análises nos deixa perplexos, pois mostram que a classe A (mais rica) representa 3,8% das famílias, porém fica com 38% da renda total no país, porcentual superior ao estimado anteriormente.

Já as classes D e E (mais pobres) que representam 54,3%, portanto, a maioria da população, ficam com apenas 16,3% da renda nacional.

É fato que vem sendo assim há décadas no Brasil, apesar de alguma melhora em anos recentes, conforme nos lembra a reportagem.

A piora desse quadro, como de um paciente de doença crônica, tem no diagnóstico uma causa apontada: a recessão econômica que o país enfrenta.


CONTRASTE Edifícios ricos e favelas na vizinhança
IMÓVEIS: SETOR AINDA SOFRE COM CRISEProprietários de casas e apartamentos estão enfrentando dificuldades para locação

por José Aecio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Embora a Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) informe que o financiamento do setor avançou em maio, atingindo R$ 3,56 bilhões, ainda há crise a vencer na recuperação deste mercado.

Proprietários de casas e apartamentos estão enfrentando dificuldades para locação. Tanto é que no Rio o preço do aluguel caiu 5,74% em um ano e lá existem 14,4% de imóveis vagos.

Em razão dessa dificuldade, aqui mesmo em Natal, donos de imóveis estão deixando de reajustar o imóvel no período, para mantê-lo ocupado se o inquilino é bom pagador. A tentativa de reajustar o aluguel pode deixar o imóvel desocupado por tempo indefinido.

Há até proprietários que reduzem as exigências, com dispensa do fiador, e aceita um preço menor do que o inicialmente pedido para conseguir alugar o imóvel.

Contudo, afirma a Abecip, respaldado nos indicadores do financiamento imobiliário, que em maio o volume de crédito foi melhor que em abril, como também em unidades financiadas.


PLANOS: LUCRO VERSUS CLIENTELAOperadoras compensam queda com reajustes que chegam a 40%

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Notícia dá conta de que planos de saúde mesmo perdendo clientes hoje em dia, conseguem lucro que sobe mais de 66%, conforme foi destaque da edição de O Globo deste domingo, 2 de julho.

Ora, operadoras compensam queda com reajustes que chegam a 40%. Mas reajustes mais altos só podem ocorrer em contratos por adesão coletiva, que são realizados por associações de classe, sindicatos e categorias funcionais, por exemplo, ou por planos de empresas.

Há casos, em que esses planos de saúde coletivos chegam a representar hoje 80% do mercado, segundo a reportagem do jornal. Tornou-se, portanto, o filé dos planos, porque são reajustados de acordo com os custos e o governo não se intromete.

Já os planos de saúde individuais, esses são regulados pelo governo, via Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cuja alta recente atingiu só 13,55%.

Eis porque fica cada vez mais difícil a adesão por planos individuais no mercado. Há operadoras que está torcendo o nariz para essa demanda.

Na verdade, para que esse mercado de planos individuais seja mais aberto, as operadoras sugerem regulação menor do setor, reajuste baseado na alta dos custos e redução de cobertura. Empresas operadoras alegam que enfrentam alta insustentável de custos.

Diante dessa questão, há quem preveja, que marchamos para que planos de saúde se tornem serviço de elite, como disse ao Globo Leandro Fonseca da Silva, diretor-presidente substituto da ANS.

Aliás, pode-se afirmar que isso já vem acontecendo, enquanto que o Sistema Único de Saúde (SUS) permanece mais sobrecarregado e sem dar resposta satisfatória à demanda pública.


REFORMA: TÁTICA DO VALE-TUDO NO SENADO Lamentável que tenha de ser assim para temas tão sérios e da maior responsabilidade

por José Aécio Costa

É mais do que um absurdo as manobras que o governo Temer (PMDB) utiliza para aprovar a reforma trabalhista no Senado. É enfiar goela abaixo da população uma reforma com manobras à base do vale-tudo. Foi o que aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Trata-se de algo decepcionante como agiram o presidente da comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o líder do governo no Senado e relator da reforma, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Tudo à base do golpe surpresa. 

Lamentável que tenha de ser assim para temas tão sérios e da maior responsabilidade.

Basta um descuido da oposição e pronto. Que mágico! Está aprovado o que os governistas querem. Isso não unirá o país, nem muito menos dará sustentação a um governo de baixa popularidade. Pelo contrário, divide o Brasil muito mais e engrossa a corrente dos descontentes.

Com receio de perder cada vez mais a base aliada no Congresso (Senado e Câmara), o governo Michel Temer corre contra o tempo, agindo com estratégias que não convence do consenso nem de decisões democratizadas. 

A impressão é que Temer vendeu sua alma ao diabo e agora quer honrar por cima de pau e pedra o compromisso do apoio recebido para chegar ao poder maior da República.

Hoje temos um Brasil confuso, desorientado e apático diante das reformas do Trabalho e da Previdência. Há a maioria do povo que não concorda com reformas no atual momento de crise política  e grita o "fora Temer". 

Outra corrente é a favor das reformas, como os meios de comunicação mais influentes, mas contra o governo Temer por causa da corrupção e quer sua saída urgente.

Uma terceira corrente, esta muito mais fraca de políticos agarrados ao poder, que ainda defende o presidente do país e as reformas do jeito que estão no texto. Existe também, ia esquecendo, uma quarta corrente de empresários, que quer as reformas não importando se com Temer ou não.

Nesse contexto de divisões, segue o país em sua marcha preocupante e sem rumo definido.


Plenário do Senado em dia de sessão
COMBUSTÍVEIS: Aumento em estudoA inflação começa a ceder, um aumento de combustíveis, que refletirá no custo de vida, dará mais fôlego ao dragão

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governo Michel Temer (PMDB) busca uma forma de ampliar as receitas.

Depois de desistir de reter o FGTS dos trabalhadores, diante de uma chuvarada de críticas, agora estuda elevar a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (a Cide), cobrada sobre a venda da gasolina e do diesel. É para salvar a meta fiscal do governo ameaçada de não ser cumprida.

Tal possibilidade de aumento, às favas a inflação, foi admitida pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, na audiência da Comissão Mista do Orçamento do Congresso, noticiou o site Veja.com. A elevação da Cide seria, então, uma das alternativas para aumentar as receitas do governo.

O ministro Dyogo, no entanto, reconhece que o cenário é difícil na atual conjuntura.

"Nós vamos fazer as medidas adequadas e necessárias no seu momento", teria dito. "Antecipar medida não contribui em nada para o cenário".

É verdade, logo agora, que a inflação começa a ceder, um aumento de combustíveis, que refletirá no custo de vida, dará mais fôlego ao dragão.


CONSUMO: BRASILEIROS DESCRENTESO Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) segue em baixo patamar

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Ainda agora em junho, 48% de consumidores descrentes com a economia brasileira culparam a corrupção e o mau uso do dinheiro público como principais causas do descrédito.

Por isso, o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) segue em baixo patamar. Nesse ritmo, oito em cada dez brasileiros avaliam de forma negativa a situação econômica do país.

O desemprego é o maior temor, uma vez que 33% temem ser demitidos, de acordo com informações de pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Essa pesquisa, do final da primeira quinzena de junho, também revela que 82% dos consumidores entrevistados dizem que a economia ainda não está em boas condições, ante apenas 2% que consideram o quadro positivo. Só 15% consideram a situação regular.

A pesquisa revela que, além da corrupção e e mau uso do dinheiro, outros fatores contribuem para o humor dos brasileiros: desemprego (27%), aumento dos preços (13%) e juros altos (5%).

Então, devagar com o entusiasmo dos Meirelles e Temeres. Por enquanto, ainda não  há motivos para grande otimismo. O momento é de crise política evidente que também atrapalha e muito.


REFRIGERANTE: Ainda na dieta de muitosOs refrigerantes são duros na queda, milhares não largam o hábito de consumir a bebida

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Pensei que, com um batalhão de nutricionistas condenando os refrigerantes na dieta contra os males à saúde humana, os refrigerantes tivessem em queda acentuada na preferência das pessoas mundo afora.

No entanto, não é bem assim pelo visto. Pode até ser que mais consumidores hoje em dia estejam abandonando o hábito do refrigerante, porém, milhares não conseguem largá-lo.

Tanto é assim que, na coluna do jornalista Ancelmo Góis, no Globo, leio que a Coca-Cola andina abrirá nova fábrica aqui no Brasil, para produzir 1,2 bilhão de litros da bebida por ano.

A fábrica vai ser em Caxias, no Rio de Janeiro, no terreno que foi da Nova América.

Logo se conclui que os refrigerantes são duros na queda, assim como o hábito de fumar que milhares não largam, apesar de saberem os riscos mortais do fumo.


QUE BRASIL! NADA REPUBLICANOAté nos TCEs do país há investigação de conselheiros

por José Aécio Costa

Deu no Globo que Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) têm 15% dos conselheiros investigados. Quer dizer são estes tais conselheiros responsáveis por fiscalizar o gasto público. Pode isso, gente? Sei não!!!


ARROZ : Roubo de cargas As ocorrências de roubos de cargas em rodovias estão entrando na lista dos principais desafios do setor produtivo do país.

por José Aécio Costa

Até nosso feijão com arroz do dia a dia anda difícil de chegar à mesa nestes tempos de insegurança. Temos falta de segurança para combater a violência urbana, assaltos ao varejo e também em estradas deste meu Brasil.

Recebo informação de que as ocorrências de roubos de cargas em rodovias estão entrando na lista dos principais desafios do setor produtivo do país.

No setor de arroz, os ataques já se consolidaram como problema urgente a ser resolvido. Basta dizer que levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz)  mostra que somente no primeiro trimestre do ano, os roubos deste cereal em rodovias já somam R$ 1 milhão em prejuízos, com quase 500 toneladas roubadas de caminhões de entrega.

A entidade destaca que este não é um problema pontual, embora o crescimento expressivo deste tipo de ocorrência esteja mais concentrado no Rio de Janeiro.


CEREAL Transportes de entrega sofrem assaltos
CORRUPÇÃO: O país da propina

por José Aécio Costa

Francamente, estou pasmo. Já ouvi falar muito de corrupção, mas nunca vi tanta propina distribuída entre empresários e políticos brasileiros, em delações e entrevistas dadas. Parece que por aqui não se sabe fazer política e governar de outro jeito. Ao mesmo tempo continuamos a ser um país de subdesenvolvimento secular, com falta de recursos financeiros, desvios e entraves burocráticos para fazer funcionar bem hospitais, escolas e garantir a segurança pública.

Desde as delações da Odebrecht até as mais recentes do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, são montanhas incontáveis de dinheiro envolvendo empresas e partidos políticos Brasil afora e inúmeros protagonistas dessa história nacional de arrepiar.

Nem o atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), e ex-presidentes do país são poupados dessa vergonhosa realidade que vem à tona com força avassaladora desde o chamado caso Mensalão, da época do PT. Está provado que a política brasileira é movida a propina pra todo lado, dinheiro ilegal que sangram sem parar os cofres públicos e promovem enriquecimentos ilícitos.

A partir do PT, que segundo Joesley Batista foi quem "institucionalizou a corrupção", passando pelo PMDB e chegando ao PSDB, os três principais partidos, pouca gente escapa desse redemoinho.

Parece que não existe santinhos nessa história real talvez inimaginável como ficção. São grupos de partidos diversos que se envolvem com a chamada "corrupção sistêmica" – como denominou Sérgio Moro, juiz da operação Lava-Jato. Sistêmica porque se tornou parte do sistema de se fazer política (melhor seria politicagem) no Brasil. Quem perde com isso, claro, é a nação, somos todos nós brasileiros e brasileiras, enfim, o bem comum.

É bom mesmo que se escancare tudo de podridão que ainda tiver de vir a público, para que se tente uma faxina geral já retarda demais, e daqui em diante se possa fazer política com "P" maiúsculo mesmo. A nós cabe passar este país a limpo, aproveitando o momento, para que futuras gerações se encarreguem de fazer política séria e um país melhor.


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